Com ou sem censura? | Fábio Campana

Com ou sem censura?

Atualmente, oito analistas e doze estagiários trabalham no sistema de classificação indicativa de produtos para TV, cinema, vídeo, jogos eletrônicos, aplicativos e jogos de interpretação.
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, não vê mais sentido nisso: “Vamos continuar tendo uma repartição em Brasília para dizer a idade em que se pode assistir a novela e cinema no país? É uma loucura. Está na hora de a sociedade assumir isso”.
Sim, isto é uma loucura, e um despropósito, ou alguém acredita que oito analistas e doze estagiários conseguem entender melhor o que é mais apropriado para que alguém assista? Será que doze estagiários e oito analistas têm condições de pautar o que seu filho vai ver, ler, jogar?
O Estado não tem que se meter na vida privada das pessoas está mais do que na hora da sociedade tratar de suas responsabilidades de forma clara.


Um comentário

  1. Maquiavel
    quarta-feira, 4 de outubro de 2017 – 10:14 hs

    Concordo com o argumento, na teoria. É um absurdo que o estado queira se intrometer na vida das pessoas, como no caso do Conselho de Psicologia que quer proibir alguns “tratamentos”.

    Por outro lado, diante de uma família destruída (ou por falta de estrutura ou falta de tempo, já que tanto pais como mães tem de trabalhar), que leva as crianças à tutela do estado ou ao abandono, é sim interessante que o estado faça alguma regulação.

    Afinal, e eu não concordo com este modelo, quando o estado passa a albergar crianças em escolas, em períodos integrais, está assumindo a responsabilidade pela educação delas.

    Assim, ou o estado deixa de hipocrisia, ou iremos ainda mais rápido para o buraco. Vide os exemplos recentes de pedófilos aplaudidos pela mídia.

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