Com expectativa de julgamento histórico, doze PMs vão a júri amanhã | Fábio Campana

Com expectativa de julgamento histórico, doze PMs vão a júri amanhã

Com expectativa do que pode ser o julgamento mais longo da história do Paraná, doze policiais militares vão a júri popular na próxima quarta-feira (2) acusados de execução contra cinco suspeitos em Curitiba. O episódio ficou conhecido como “Perseguição do Alto da Glória” e aconteceu em 11 de setembro de 2009. Os cinco mortos estavam em um carro furtado que furou bloqueio da Ronda Tático Motorizada (Rotam), mas antes eles teriam praticado dois assaltos.

De acordo com a acusação do Ministério Público do Paraná (MP-PR), imagens captadas pelo circuito interno de TV de uma clínica na Rua Nicolau Maeder registraram o momento da abordagem. As imagens teriam registrado ainda um dos rapazes sendo dominado, revistado e encaminhado à viatura policial. As informações são da Banda B.

Segundo o advogado de defesa dos policiais, Claudio Dalledone, não só os policiais serão julgados, como também a forma de atuação da Polícia Militar no Paraná. “O MP diz que eles agiram em típica prática de grupo de extermínio e a sociedade, assim como as forças táticas da PM, aguardam um pronunciamento. É necessário mostrar que a polícia age de acordo com a lei, que aqui a polícia combate o crime nas ruas à altura e altura do que teve. Podem dizer que houve uma desproporção, mas não, são cinco perigosos assaltantes, fortemente armados, que furaram o bloqueio da Rotam e colocaram várias vidas em risco uma gama de inocentes ao fazer várias roletas russas e atravessar Curitiba”, disse.

Entre os cinco suspeitos mortos, dois eram investigados por participação com facções criminosas.

O júri está marcado para começar 8h30 de quarta-feira.


2 comentários

  1. Azedo
    terça-feira, 3 de outubro de 2017 – 10:41 hs

    Júri popular? Afinal, esses PMs fizeram o que são pagos e treinados para fazer: combater criminosos. E com desproporção de equipamentos, diga-se de passagem! Que sejam absolvidos.

  2. Edson
    terça-feira, 3 de outubro de 2017 – 14:41 hs

    Talvez se esses marginais estivessem vivos hoje, alguns dos que vão participar do Júrí poderiam não estar. Poderiam ter cruzado com algum ou alguns deles em determinado momento e terem sido vítimas. Também algum parente ou amigo. Mas, parece que para o Nobre Promotor e para muitos, bandido bonzinho é bandido vivo!

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