Veja como foi a "Operação Hígia" da Polícia Civil | Fábio Campana

Veja como foi a “Operação
Hígia” da Polícia Civil


A Polícia Civil deflagrou na manhã de hoje, dia 18, a “Operação Hígia”, que apura crimes de associação criminosa, fraude a licitações, peculato, concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade documental e lavagem de dinheiro, envolvendo servidores públicos e empresários de Pato Branco, Clevelândia e Saudade do Iguaçú; e ainda um vereador de Pato Branco.

Foram cumpridos pela Polícia Civil do Paraná e Santa Catarina, com o apoio de peritos da Polícia Científica do Estado do Paraná, auditores fiscais do Ministério Público e fiscais do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná, 67 (sessenta e sete) mandados judiciais, sendo 9 (nove) de prisão temporária, 4 (quatro) de afastamento temporário das funções públicas e 54 (cinquenta e quatro) de busca e apreensão domiciliar e/ou empresarial.

Os respectivos mandados foram cumpridos em Pato Branco, Clevelândia, Saudade do Iguaçú e Francisco Beltrão, Curitiba e Joinville, no Estado de Santa Catarina. Foram presos temporariamente 3 (três) secretários municipais, 1 (um) vereador, 1 (um) servidor público municipal, 1 (uma) servidora pública estadual e 3 (três) empresários de Pato
Branco/PR.

Também foram afastados preventivamente de suas funções públicas 3 (três) servidores públicos municipais e 1 (um) secretário municipal do Município de Pato Branco/PR. Ainda foram conduzidos à Delegacia de Polícia 19 (dezenove) pessoas para serem ouvidas ou interrogadas a respeito dos fatos. A investigação iniciou-se ainda no mês de maio e desde então tramita sob segredo de justiça decretado pelo Poder Judiciário de Pato Branco/PR.
Em meio às investigações, de modo fortuito, foram coletados elementos de prova que indicam a suposta prática de crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade documental e falso testemunho, por parte do vereador preso nesta data, quando em 1º de julho de 2017, foi vítima fatal de um acidente de trânsito ocorrido por volta das 15h50min, na PR 493, Km 17, Zona Rural do Município de Bom Sucesso do Sul/PR, o motociclista MARIO BADIA. Na ocasião, o condutor do veículo envolvido no acidente, provavelmente por estar alcoolizado, acabou fugindo do local para
burlar a ação policial e não ser preso em flagrante.

A investigação apontou que o condutor, em comunhão de esforços com o vereador preso nesta data e um policial licenciado do Estado de Santa Catarina, supostamente ofereceram e teriam pago aos Policiais Rodoviários Estaduais que atenderam a ocorrência a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para adulteração do boletim de ocorrência com falsificação do croqui do acidente, inserção de declarações falsas de uma testemunha e ainda realização do exame do teste de etilômetro somente cerca de 10 (dez) horas após o almoço, horário que o condutor havia ingerido bebida alcoólica. Tudo isso agora será confirmado com as diligências investigatórias que ainda pendem de realização.

O nome da operação reporta-se à mitologia grega, Hígia é a deusa da saúde, limpeza e sanidade, relacionando-se à Secretaria de Saúde do Município de Pato Branco/PR onde a investigação teve início.
As diligências tiveram a participação de aproximadamente 180 (cento e oitenta) policiais civis e 50 (cinquenta) viaturas do Estado do Paraná e ainda do Estado de Santa Catarina, além de 2 (dois) peritos da Polícia Científica do Estado do Paraná, 2 (dois) auditores fiscais do Ministério Público e 7 (sete) fiscais do Conselho Regional de Farmácia do Estado do
Paraná.

Durante a operação, um servidor público do município de Pato Branco/PR foi preso em flagrante por posse de arma de fogo e munições de uso restrito.

Como resultado da operação foram apreendidos:

– 19 (dezenove) armas de fogo, entre elas um fuzil calibre 7,62, de uso restrito;
– 758 (setecentos e cinquenta e oito) munições de calibres diversos;
– milhares de documentos;
– dezenas de computadores e mídias;
– R$ 160.299,00 (cento e sessenta mil, duzentos e noventa e nove reais); e
– U$ 2.231,00 (dois mil, duzentos e trinta e um dólares).


3 comentários

  1. Nanda
    terça-feira, 19 de setembro de 2017 – 5:47 hs

    Gaeco e polícia Federal sempre de parabéns!!
    Mas pedimos para fazer uma intervenção na cidade de Jacarezinho, pois aqui nós moradores , funcionários públicos municipais não temos nem materiais para trabalhar, principalmente nas escolas municipais e que a Conta não fechou ano 2016. Recursos públicos não são aplicados…. Tá feio!!!
    Diárias de vereadores exorbitantes sendo eles funcionários públicos municipais e estaduais que oneram o município e o estado recebendo sem trabalhar quando estão em curso. Aumento prudencial e contratação de terceirizados incapazes

  2. terça-feira, 19 de setembro de 2017 – 9:30 hs

    NAS TERRAS DO CANGAÇO SEMPRE SERÁ ASSIM, OS MUNICIPIOS FICAM REFÉM DE FAMILIAS PROSTITUTAS COM PODERES!!!

  3. EDILSON HUGO RANCIARO
    terça-feira, 19 de setembro de 2017 – 15:32 hs

    Tem tantos municípios que se faz necessário uma intervenção, que já ninguém liga mais. Prefeitura que ainda não lançou o IPTU 2017; ex-Prefeitos em cargos em comissão; Pregões que perduram durante três anos; cabides de empregos em cargos de chefia; Enfim….o TCE não se importa. Precisa mesmo é o GAECO e MP interferir mais.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*