'The Guardian': Presidente do Brasil é novamente acusado de corrupção | Fábio Campana

‘The Guardian’: Presidente do Brasil
é novamente acusado de corrupção

Matéria publicada nesta sexta-feira (15) pelo The Guardian conta que o Ministério Público do Brasil acusou o presidente Michel Temer e seis outros políticos líderes de seu partido, três dos quais já estão presos.

“Eles praticaram atos ilícitos em troca de subornos através de diversos órgãos públicos”, disseram os promotores.

“Michel Temer é acusado de ter atuado como líder da organização criminosa desde maio de 2016”, acrescentou em comunicado o MP.

Segundo a reportagem os promotores disseram que o grupo de políticos do Partido do Movimento Democrata Brasileiro de Temer (PMDB), teria lucrado cerca de US $ 188 milhões em subornos.

Temer agora enfrentará uma votação e se dois terços dos legisladores concordarem, ele será julgado pelo Supremo Tribunal, acrescenta Guardian.

Em um comunicado, Temer negou as acusações e atacou o procurador-geral Rodrigo Janot.

Segundo a reportagem os promotores disseram que o grupo de políticos do Partido do Movimento Democrata Brasileiro de Temer (PMDB), teria lucrado cerca de US $ 188 milhões em subornos
Segundo a reportagem os promotores disseram que o grupo de políticos do Partido do Movimento Democrata Brasileiro de Temer (PMDB), teria lucrado cerca de US $ 188 milhões em subornos

Temer, um político resiliente da velha-guarda, foi capaz de reunir apoio suficiente do Congresso depois que seu governo concordou com US $ 1,33 bilhão em financiamento para projetos de legisladores em seus próprios estados.

Os analistas disseram que o presidente está em uma posição ainda mais forte desta vez, em parte porque o Brasil finalmente mostra alguns sinais de recuperação de uma recessão debilitante.

“Com a economia já mostrando sinais mais positivos, ele está mais protegido dos efeitos de uma nova acusação”, disse Rafael Cortez, analista político da Tendencias, um equipamento de consultoria em São Paulo.

Sobre a JBS, embora os executivos possam perder os generosos benefícios incluídos no acordo, os promotores decidiram que as evidências que revelaram bilhões de dólares em subornos para quase 2.000 políticos, incluindo o presidente, permanecem válidas.

Temer já havia perdido seis ministros para os escândalos nos primeiros seis meses e viu mais oito sendo acusados desde o início deste ano.

“São denúncias muito sérias”, disse José Álvaro Moisés, professor de ciência política da Universidade de São Paulo.


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