Reitor tentou barrar investigação na UFSC | Fábio Campana

Reitor tentou barrar
investigação na UFSC

A delegada de Polícia Federal Erika Mialik Marena, da Operação Ouvidos Moucos, afirmou que o reitor Luis Carlos Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina, tentou ‘obstaculizar investigações internas’.
A Ouvidos Moucos apura irregularidades na aplicação de R$ 80 milhões em recursos federais recebidos pela UFSC relativos ao curso de Ensino a Distância.
As investigações da Ouvidos Moucos começaram a partir de suspeitas de desvio no uso de recursos públicos em cursos de Educação à Distância oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) na Federal de Santa Catarina. Segundo a PF, o sistema EaD/UAB recebe verbas em duas frentes: ‘a verba de custeio, gerida pelas fundações de apoio mediante contratos com a UFSC, e com todos os desvios, e a verba das bolsas Capes, que deveriam ser pagas aos professores e tutores do EaD’.
Cancellier é reitor da Federal de Santa Catarina desde março de 2016. A PF afirma que o professor ‘criou a Secretaria de Educação à Distância, para estar acima do já existente Núcleo UAB, vinculando-a diretamente à Reitoria’.
“Nomeou no âmbito do EaD os professores do grupo que mantiveram a política de desvios e direcionamento nos pagamentos das bolsas do EaD. Procurou obstaculizar as investigações internas sobre as irregularidades na gestão de recursos do EaD, pressionou para a saída da professora Taisa Dias do cargo de coordenadora do EaD do curso de Administração. Recebedor de bolsa do EaD via Capes e via Fapeu”, destacou a PF.
Com informações do Estadão.


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