Por envolverem Richa, processos da Publicano serão enviados ao STJ | Fábio Campana

Por envolverem Richa, processos da Publicano serão enviados ao STJ

Os processos referentes às duas primeiras fases da Operação Publicano, em trâmite na 3.ª Vara Criminal de Londrina, vão ser remetidos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A transferência deve ocorrer devido à conexão dos processos com o inquérito 1093, que investiga o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e já tramita no STJ desde o início de 2016. A decisão, desta quarta-feira (20), é dos ministros da Corte Especial do STJ, segundo informou o site Jota, especializado em notícias do Judiciário. As informações são da Gazeta do Povo.

Os ministros acolheram, por unanimidade, um pedido feito por um dos empresários envolvidos na Publicano, Sergio Fugiwara, sócio da KPS Industrial. O advogado do empresário, Walter Bittar, alega que houve usurpação de competência, já que o nome de Beto Richa, que tem foro especial no STJ, aparece nas investigações da operação, em especial nos relatos do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, principal delator do caso.

No inquérito, Beto Richa é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica para fins eleitorais e corrupção passiva. A investigação foi aberta a partir de informações sustentadas pelo auditor fiscal Luiz Antônio de Souza. Ele afirma que parte do dinheiro do esquema de corrupção que funcionava na Receita Estadual abasteceu a campanha de reeleição do tucano, em 2014. Richa nega todas os supostos ilícitos.

O STJ afirma que o caso corre em sigilo e que, por isso, não pode passar informações à imprensa. Na noite desta quarta-feira, a Gazeta do Povo não conseguiu contato com a 3.ª Vara Criminal de Londrina e o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR), autor das ações penais que tramitam no primeiro grau da Justiça Estadual, desde 2015.

Até aqui, pedidos semelhantes de envolvidos na Operação Publicano, com o argumento da usurpação de competência, não tinham prosperado, nem no STJ, nem no Supremo Tribunal Federal (STF).

Bittar é o mesmo advogado que, em junho último, ao defender outros envolvidos no escândalo de corrupção, já obteve um habeas corpus no STF paralisando liminarmente a ação penal da terceira fase da Operação Publicano. O mérito do HC ainda não foi julgado.


4 comentários

  1. ANDROID
    quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 8:07 hs

    – Tudo que começa errado um dia tem que ter um fim. Não há mal que se perdure.

  2. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 9:56 hs

    A condenação precipitada de Beto Richa no caso Quadro Negro, lembra o cara que denunciou alguém por ter-lhe roubado as luvas. Depois, descobriu que esse alguém nem mãos tinha.
    Enumere, leitor, quantas vezes lhe debitaram erros, falhas, indevidamente.
    Meu neto, por ser arteiro, vez ou outra eu o culpo por ter chupado todo o sorvete, comido todo o açaí. Descubro depois que foi a neta.

  3. Sei muito
    quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 11:41 hs

    NUM MIN DINGA !
    E O EZÉQUIAS QDO. VAI PRO XILINDRÓ, ALGUÉM ME
    INFORMA?

  4. Rock
    quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 12:03 hs

    Até que enfim vão para a cadeia.

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