Motorista de Uber foi morto por quadrilha que queria carro e celular | Fábio Campana

Motorista de Uber foi morto por quadrilha que queria carro e celular


O motorista de Uber Alex Srour Ribeiro, de 28 anos, foi vítima de uma quadrilha de assaltantes que planejou o crime dias antes de executá-lo. Ribeiro teria reagido ao assalto e, mesmo amarrado, foi morto com uma faca e também um martelo. O carro dele foi vendido por uma quantia de R$ 1,3 mil. Pelo menos seis pessoas participaram do latrocínio, que teve escolha aleatória de motorista. Para a polícia, qualquer motorista do aplicativo Uber que aceitasse a corrida seria alvo do roubo. Após o desaparecimento de Ribeiro, o corpo dele foi encontrado na região metropolitana com os pés e mãos amarradas. Com informações da Banda B.

O Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) apresentou à imprensa na manhã desta sexta-feira três dos suspeitos presos e declarou que os outros estão identificados e serão presos em breve, com a divulgação das fotos. A participação de todos eles foi detalhada pelo delegado-chefe do Tigre, Luiz Fernando Artigas.

Estão presos Everton Marcelo Fonseca Patek, 21 anos, Rose Aparecida Martins, 47 anos, e Francielle Ferreira Bonfim, 31 anos. A polícia já identificou Marcelo Henrique de Oliveira Prestes, conhecido como Gordo, 19 anos, e Maicon Martins Carvalho, 23 anos, que ainda estão soltos e participaram ativamento do latrocínio do jovem motorista. Um adolescente está sendo investigado, mas também há indícios de que ele tenha executado parte do plano.

Para a polícia, não há dúvidas de que o motorista do Uber foi vítima de latrocínio. O crime contou com a participação de uma quadrilha que envolveu mãe e companheira de um deles. “Identificamos as pessoas que participaram do latrocínio, conseguimos apreender o celular da vítima, que estava com a amásia de um dos autores, apreendemos também um simulacro usado no momento do anúncio do assalto, um martelo que pode ter servido para parar a vítima e será encaminhado para a perícia”, disse o delegado Artigas durante a coletiva.

Assim que os criminosos embarcaram no carro, no Bairro Alto, em Curitiba, anunciaram o assalto. Estavam Marcelo, o Gordo, Maicon e um adolescente. Para o jovem motorista, o destino inicial seria Colombo. As investigações apontam que o jovem reagiu, foi amarrado e, mesmo assim, passou a se espernear, na tentativa de chamar atenção de pedestres e outros motoristas. Marcelo foi o responsável de ferir a vítima usando uma faca. Depois disso, teriam usado um martelo. Já morto, eles decidiram levar o corpo para Piraquara, região metropolitana de Curitiba.

Inicialmente, a polícia acreditou que o caso fosse sequestro e o Tigre da Polícia Civil passou a comandar as investigações. Com as coordenadas do aplicativo, os primeiros passos foram traçados e os suspeitos identificados. Todos eles moram no Bairro Alto.

Uma das suspeitas presas é Rose, mãe de Maicon, que ainda está solto. Ela é a dona do celular que tinha o aplicativo usado para acionar o jovem motorista. “Todos já sabiam e já estava planejado roubar o carro dele. Vendo que tudo deu errado, ela chegou a fazer um boletim de ocorrência falso para tentar justificar o fato de ter sido usado o telefonema dela para usar o Uber”, explicou Artigas.

No momento da primeira abordagem – antes dos documentos pessoais – ela mostrou precocemente o boletim de ocorrência sobre o celular. “Ela já dizia que não tinha nada com o crime, sem nem mesmo ser questionada”, detalhou o delegado.

Já a segunda presa é Francielle, companheira de Maicon. Ela estava com o celular de Ribeiro. “Ela não tomou nem o cuidado mínimo de apagar os dados desse jovem, também presa em flagrante. O casal ainda trocou mensagem em que ele dizia que, caso houvesse movimentação diferente na casa, ele fosse avisado”, esclareceu à imprensa. Ambas, durante a apresentação à imprensa, choravam bastante.

A participação do terceiro preso envolve estadia para que a quadrilha se reunisse para planejar o roubo. “Foi da casa do Everton onde aconteceu a ligação para o Uber pedindo a corrida e depois a quadrilha voltou até a casa dele, depois de ter matado o Alex. Na casa dele estava o simulacro, embaixo do travesseiro, e ele confessa que foi o mesmo usado para render o motorista”, contou.

Solto, Marcelo, o Gordo, teria sido responsável pela morte do jovem. “Essa facada teria precedido os golpes de martelo, que tiraram a vida desse motorista do Uber. A participação de um adolescente também está sendo investigada, assim como a de cada um nesse crime bárbaro. Pelo que coletamos até agora, Alex não só reagiu, mas quando foi amarrado continuou esperneando, brigando. Depois da primeira facada, eles perderam a mão, degenerou de uma forma que acabou na morte do Alex”, esclareceu o delegado Artigas, do Tigre.

Maicon que está solto, enquanto a mãe e a companheira foram presas em flagrante, já possui antecedentes criminais por receptação, roubo e tráfico de drogas. “Ele que planejou, reuniu e executou todo o plano”, concluiu o delegado.

Logo após o crime, o carro foi vendido por cerca de R$ 1,3 mil, mas ainda não se sabe o paradeiro dele. Segundo as investigações, não há nenhuma relação entre o grupo com a vítima. “Qualquer motorista de Uber que chegasse ao local iria sofrer o assalto”, finaliza.

A polícia busca informações sobre o paradeiro de Maicon e Marcelo. Qualquer detalhe ou denúncias podem ser feitas por meio do telefone 0800-6431-121. A ligação é gratuita e anônima.


Um comentário

  1. QUESTIONADOR
    segunda-feira, 2 de outubro de 2017 – 13:57 hs

    -Cadeia já não resolve mais para este bando de marginais.
    -A cadeia é a pós-graduação do crime. O marginal entra como assaltante e sai especializado em tráfico de drogas internacional,contrabando de armas, sequestro e por aí vai….tudo com aval do Estado e com a proteção do grupo de direitos humanos…é muita canalhice com as vítimas do estado!!!

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