Ministros do TST atacam duramente presidente do tribunal | Fábio Campana

Ministros do TST atacam duramente presidente do tribunal

A coluna Radar informa que o  presidente do TST, Ives Gandra Filho, anda completamente isolado dentro do tribunal. O clima é o pior possível entre ele e boa parte dos colegas.
Numa reunião, há cerca de 10 dias, a temperatura subiu a um ponto que raramente se vê em tribunais superiores, onde a liturgia é sacralizada.
Ministros acusam Gandra de fazer uma campanha permanente para chegar ao Supremo. Ele esteve entre os favoritos para assumir a vaga de Teori Zavascki, mas acabou preterido por Alexandre de Morais na reta final.
Os magistrados o taxam de militante das causas patronais e apaixonado pela reforma trabalhista.
Nos bastidores, ele não esconde sua convicção de que a Justiça do Trabalho se transformou numa arena de defesa dos interesses do proletariado, sejam eles quais forem.
Gandra considera que vem sendo massacrado e que seus companheiros de plenário estão completamente cegos. Alega que, da forma como tem batido seus martelos, a Justiça do Trabalho caminha para a extinção.
O caldo entornou de vez durante o processo de escolha do indicado do TST para ocupar uma cadeira no CNJ, ao longo do mês passado. Com apoio da maioria dos integrantes da corte, foi enviado o nome do juiz Luciano Frota, que já desancou publicamente Gandra. O presidente do tribunal trabalhou contra o candidato preferido dos colegas.
Foi o suficiente para a coisa descambar.
Durante a tal reunião, os ataques mais incisivos partiram do ministro João Oreste Dalazen. O presidente do TST ouviu que sua ambição havia extrapolado todos os limites. Outros o acusaram de manter seus interesses pessoais acima dos institucionais e afirmaram que ele não tem espírito republicano.
Gandra tentou contra-argumentar, defendendo-se dos bombardeios. Em alguns momentos, ele lembrou passagens inglórias dos seus algozes e, prontamente, foi acusado de adotar uma postura “rancorosa”.
Logo após o embate, Dalazen comunicou ao presidente que vai se aposentar. Aos mais próximos, ele diz que não aguenta mais atuar num tribunal presidido por um “louco”.


3 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    sexta-feira, 1 de setembro de 2017 – 10:59 hs

    A reforma trabalhista foi um dos poucos e corajosos avanços institucionais levados a cabo nos últimos 80 anos, nas relações de trabalho no Brasil. O Brasil vivia sob a égide um emaranhado de leis fascistas e sob os ditames de enunciados e súmulas inventados redigidos como leis, por quem não tem mandato legislativo. É uma nesga de luz numa área sombria do direito, que trata os empregados como oligofrênicos e os patrões como senhores de escravos.

  2. Paraná
    sexta-feira, 1 de setembro de 2017 – 11:56 hs

    Por que consideram que os povos indígenas são uma ameaça à sua segurança?

    Porque segundo os militares e os especialistas, as tendências coletivizantes dos povos indígenas os fazem lutar contra as corporações de origem diversa, como também as de origem norte-americana ou transnacional e, portanto, se convertem em uma ameaça, por meio de seus movimentos considerados “nativistas”.
    (antropólogo mexicano Gilberto López y Rivas)

  3. Dr Rogério
    sexta-feira, 1 de setembro de 2017 – 13:04 hs

    Estes Gandras são opusdei fascistas que usam os cargos para seus objetivos em favor das elites, assim como juízes federais procuradores senadores deputados etc e tal. vemos um mar de lama neste meio dos sem votos que com o satanista temer estão destruindo o país suas riquezas seu povo sob os ensinamentos de Albert pike mestre deles e que preparam a terra pra ser catástrofes desgraças calamidades…É este o objetivo final deles antes do fim

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