'Mentiras, complôs, é uma situação muito difícil' | Fábio Campana

‘Mentiras, complôs, é uma situação muito difícil’

A vereadora Katia Dittrich protocolou, antes do feriadão, sua defesa no processo que apura se houve ou não quebra de decoro pela parlamentar – ela é acusada de supostamente exigir parte dos salários de ex-funcionários do gabinete.
“Ali estão as provas da minha inocência, contando tudo, rebatendo as contradições, as mentiras que foram inventadas contra a minha pessoa. Tenho plena certeza que vou ser absolvida porque sou inocente”. A vereadora sustentou o que já havia dito em plenário, quando alegou ter sido vítima de um complô – na ocasião acusou seu suplente, o ex-vereador Zé Maria, de ter “plantado” pessoas no gabinete. “Na minha inocência, não percebi que se tratava de um complô, mas ali nas provas tudo vai se materializar”.
Ela também disse ter perdido a liberdade por conta das denúncias e chegou a interromper o trabalho pela defesa dos animais. “A gente vai no supermercado e é xingado, agredido, então é muito difícil. Espero que a partir do momento que eu seja inocentada, a imprensa me dê também um espaço para eu poder mostrar a minha defesa e andar de cara limpa pela cidade sem ser importunada no supermercado aos gritos”.
O documento de defesa, que tem 123 páginas, deve ser lido pela Comissão Processante em até cinco dias úteis e a partir disso decidir o que fazer. Se a opção for pelo arquivamento do processo, terá que submeter a decisão ao plenário. Os vereadores podem discordar da comissão e determinar o prosseguimento da apuração. Contudo, se essa possibilidade de arquivamento não for levantada, é dada sequência normalmente na investigação, sem consulta ao plenário.
A sequência normal é: sem prazo, as investigações continuam, chamam testemunhas, preparam parecer, acusação e defesa expõem dados e o plenário vota. Para a cassação, são necessários votos de dois terços, pelo menos, dos membros do Legislativo – 26 vereadores. Se a marca não for atingida, ocorre o arquivamento do processo.


6 comentários

  1. Associação de Moradores
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 9:44 hs

    Vamos ver se a câmara dos vereadores vai deixar essa “sujeitinho” debaixo do tapete ou vai começar a varrer a corrupção.

  2. Marco Rodrigues
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 10:15 hs

    O corporativismo dentro da CMC vai prevalecer com certeza, até porque muitos vereadores fazem o mesmo.

  3. Maquiavel
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 10:55 hs

    Katia dos pobres animais de rua… tem como relator de seu processo outro acusado de cobrar dízimo…acusado de ter nomeado pastor fantasma no gabinete…

    Ali, se gritar pega ladrão…

  4. João Dog
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 12:12 hs

    Ela tem que ser PUNIDA para ACABAR com a pilantragem na função pública!
    CASSAR O MANDATO JÁ!!
    Tchau … assim vai aprender ser honesta !!

  5. TADEU ROCHA
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 13:25 hs

    EU TAMBÉM ACHO ISSO UMA VERGONHA, O EX VEREADOR GUSTÓDIO PAGOU O PREÇO QUE ELE FEZ, A MESMA COISA, PIOR É VEREADOR SABINO PICOLO PEDINDO CLEMENCIA PARA ESSA VEREADORA, SERÁ PORQUE…

  6. Fiora Neto
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 15:56 hs

    Esse povo não aprende, só batendo na bunda… não quer ser xingada na rua, faça direito, como todo trabalhador que levanta cedo e de que de domingo a domingo dá duro para manter sua família…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*