Hospital Regional de Paranaguá no caos | Fábio Campana

Hospital Regional de
Paranaguá no caos

Recebo de funcionários do Hospital Regional do Litoral uma mensagem desesperada. As condições do hospital são péssimas. Reproduzo a seguir, as queixas.

O Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, vive uma situação caótica. Uma medicação em falta que é essencial no pronto-socorro é a estreptoquinase. Esse remédio evita sequelas quando chega um paciente infartado ou com derrame cerebral.

Está faltando circuito de polifix, que é a conexão do cateter pra infundir soro e medicamentos. Cirurgias estão sendo canceladas por falta de material apropriado.

As pulgas e os piolhos de pombos, que ficam nas marquises do Hospital, provocaram alergia nos servidores e pacientes. Caso diagnosticado por médicos.

Essa semana fizeram dedetização como se fosse numa casa qualquer. Não num Hospital. Não isolaram os setores. A dedetização foi feita nas enfermarias com pacientes internados, inclusive, na pediatria.

Falta impressora no Hospital. O RH teve de emprestar a impressora para a ala de assistência. E persiste falta de material de higienização como água sanitária e álcool 70.

Só há duas fraldas para os recém-nascidos para serem trocadas a cada 12 horas, quando um bebê faz xixi a cada duas horas. Não tem lanche para pacientes à noite. Uma parturiente fica horas em jejum para ter o bebê e se nascer depois das 10 da noite, a mãe só come no dia seguinte.

Muitos outros medicamentos estão em falta, bem como aparelhos caríssimos, que ficam no tempo à espera de uma solução, ou danificados sem que nenhuma providência seja tomada.

A Funeas –Fundação Estatal de Direito Privado –, que gerencia o Hospital há um ano, não tem mostrado capacidade administrativa, seja para aumentar a equipe de trabalhadoras/es, seja para controlar o estoque de insumos. A tão falada melhoria que a administração indireta traria para o atendimento à população já virou motivo de piada para desespero dos trabalhadores e da população.

Outras informações

Monica Glinski – dirigente – 41 98856-4629

Luciane Borges – dirigente- 41 99136-8076


3 comentários

  1. Sergio Silvestre
    sexta-feira, 29 de setembro de 2017 – 15:33 hs

    Que é que esse governo pretendendo ser senador deixa seu secretario fazer uma barbaridade dessa.

  2. Diego Florentino
    sexta-feira, 29 de setembro de 2017 – 17:27 hs

    Tenho certeza que para outros assuntos, infinitamente menos importantes, não faltam recursos e gestão. Morremos aos montes pela falta de segurança e de saúde pública.

  3. sábado, 30 de setembro de 2017 – 9:56 hs

    As informações da nota do sindicato são falsas. O Hospital atende com qualidade e competência. Em nenhum momento houve falta de medicamentos que prejudicasse o atendimento de pacientes no pronto-socorro e nos demais setores do hospital. A assessoria enviou nota de esclarecimento que não foi publicada por esta coluna.

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