Flagrado com advogada da JBS, Madruga deixa equipe de Dodge | Fábio Campana

Flagrado com advogada da JBS, Madruga deixa equipe de Dodge

A Procuradoria-Geral da República anunciou nesta sexta-feira o afastamento do procurador regional da República Sidney Pessoa Madruga da coordenação do Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral (Genafe). Madruga teria pedido exoneração do cargo “com a finalidade de evitar ilações impróprias e indevidas”.

Segundo o jornal “Folha de S. Paulo”, o procurador disse ontem, numa conversa num restaurante em Brasília, que “a tendência” da Procuradoria-Geral seria investigar o também procurador regional Eduardo Pellela, ex-chefe de gabinete do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A reportagem flagrou Madruga almoçando com a advogada Fernanda Tórtima, que participou do acordo de delação premiada de executivos da empresa, no restaurante Taypá, no Lago Sul, em Brasília. As informações são d’O Globo.

Pelella foi chefe de gabinete de Janot, e um dos coordenadores da negociação do acordo de delação da JBS. Ele foi citado em um trecho da conversa gravada entre Joesley Batista e Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da JBS. Na conversa, Joesley indicaria que Pelella era um dos intermediários da empresa com Janot.

Questionado se teria sido o procurador Marcelo Miller, ex-auxiliar de Janot que depois passou a trabalhar em escritório de advocacia que atuou para a JBS, o responsável por levar a situação da JBS até o então procurador-geral, Joesley diz na gravação:

— Tá falando para o Anselmo, que falou para o Pelella, que falou para não sei quem lá, que falou para o Janot. O Janot está sabendo.

Esta é a primeira baixa na equipe da nova procuradora-geral que tomou posse na segunda-feira.

Com o afastamento da coordenação do Genafe, Madruga permanece dando expediente na Procuradoria Regional da República, no Rio de Janeiro. Ele também continuará atuando como procurador eleitoral.

Manobras para investigar ex-auxiliares de Janot fazem parte da tática de grupos que querem derrubar a segunda denúncia do ex-procurador-geral contra o presidente Michel Temer.

O relator da CPI da JBS, Carlos Marun (PMDB-MS) chegou a declarar publicamente que o objetivo da comissão é “investigar quem sempre nos investigou”. Temer é acusado de chefiar organização criminosa e obstruir as investigações da Lava-Jato.


5 comentários

  1. eleitor desmemoriado
    sábado, 23 de setembro de 2017 – 11:13 hs

    Que imbecil, este cara precisa estudar um pouco mais de História, à mulher de César não basta ser honesta, ela tem de parecer honesta. O cara precisa escolher melhor as amizades e as declarações também.

  2. Palpiteiro
    sábado, 23 de setembro de 2017 – 11:43 hs

    Isso dá mostras claras das relações improprias e das negociatas que estão acontecendo nos bastidores de algumas instituições, que cada vez mais assemelham seus métodos e atividades à KGB e Gestapo.

  3. sábado, 23 de setembro de 2017 – 14:09 hs

    ESPERAR OQUE DE SÚDITOS, DENTRO DE UMA REPÚBLICA PROSTITUTA???

  4. Nelson Sadi
    sábado, 23 de setembro de 2017 – 15:13 hs

    esse ministerio publico esta podre….

  5. Luizito
    sábado, 23 de setembro de 2017 – 16:57 hs

    Que tal uma espécie de “lava Jato” no Ministério Público ?

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