"Eu fui mexer com os poderosos, e estou aqui agora", lamenta Joesley | Fábio Campana

“Eu fui mexer com os poderosos, e estou aqui agora”, lamenta Joesley

Jornal do Brasil

Em depoimento à 6ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, criticou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta sexta-feira (15).

“Eu fui mexer com os poderosos, com os donos do poder, e estou aqui agora”, afirmou.

Joesley participa de audiência de custódia na investigação sobre uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro.

“Acho que o procurador foi muito questionado pelo motivo da nossa imunidade. Acho que foi um ato de covardia dele. Nós fizemos a maior a mais importante colaboração da história”, acrescentou em depoimento.

Depois da declaração, o juiz questionou o empresário sobre o motivo do comentário, já que a audiência é sobre o processo da bolsa de valores e ações da J&F: “É a primeira vez que estou tendo oportunidade de falar”, respondeu.

Antes da audiência ter início, o advogado de defesa de Joesley, Pierpalo Bottini, adiantou que o empresário “pretende narrar, mais uma vez, a impressão deles dos fatos”. Bottini também criticou a decisão do Tribunal Regional Federal 3, que negou nesta sexta-feira os dois pedidos de habeas corpus para os irmãos. De acordo com o advogado, a defesa entende a prisão dos dois como “absolutamente frágil”.

“Estamos impetrando hoje um habeas corpus no STJ [Superior Tribunal de Justiça] para tentar rever e corrigir a ilegalidade dessa prisão”.

Para Bottini, ocorre um excesso da Justiça. “Não há qualquer elemento novo que justifique essa prisão. Todos os elementos que foram usados para decretar a prisão já eram do conhecimento do MP [Ministério Público] e do juiz há meses e nunca foi decretada essa prisão. Teve busca e apreensão, eles se apresentaram à Justiça, prestaram depoimento, entregaram todos os documentos, de forma que não há qualquer razão para a decretação [da prisão] nesse momento.”

O advogado disse ainda não saber, ainda, para onde seu cliente será levado após a audiência. “Mas o fundamental é garantir a segurança dele. Ele é um colaborador. Colocá-lo em sistema prisional comum é temerário. Por isso, pedimos que ele fique na PF.”


4 comentários

  1. Palpiteiro
    sexta-feira, 15 de setembro de 2017 – 19:07 hs

    coitado. ele é um miserável financeiro que nunca se fez graças a poderosos. uma lástima

  2. Juca
    sexta-feira, 15 de setembro de 2017 – 19:21 hs

    Bem feito caipira deslumbrado! “Nos não vai preso” hi, hi,hi… Lascou-se falastrão! C. de bêbado não tem dono!

  3. Loyola Parentes
    sexta-feira, 15 de setembro de 2017 – 21:48 hs

    Esses açougueiros ainda levarão a cúpula do ministério publico pra cadeia. É questão de tempo “dias”!

  4. eleitor desmemoriado
    sábado, 16 de setembro de 2017 – 18:11 hs

    Pobrezinho deste açougueiro goiano, mais um pouco e vou até rezar pelo cara. Coitadinho.

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