"Jamais considerei homossexualidade uma doença", diz juiz | Fábio Campana

“Jamais considerei homossexualidade uma
doença”, diz juiz

Jornal do Brasil

O juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, divulgou uma nota nesta quinta-feira (21), após a forte repercussão de sua decisão ao permitir, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar homossexuais como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer qualquer tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP).

O juiz frisou que “em nenhum momento considerou ser a homossexualidade uma doença ou qualquer tipo de transtorno psíquico passível de tratamento”, e que “espera a compreensão do público em geral, em especial daqueles que não tiveram a oportunidade de ler, em sua integralidade, a referida decisão.”

Na sexta-feira (15), a Justiça acatou parcialmente o pedido numa ação popular contra a Resolução 01/99 do Conselho que orienta os profissionais da área a atuar nas questões relativas à orientação sexual. A decisão mantém a integralidade do texto da Resolução, mas determina que o CFP a interprete de modo a não proibir que profissionais da psicologia façam atendimento buscando reorientação sexual, sem qualquer possibilidade de censura ou necessidade de licença prévia.

“Em nenhum momento considerei homossexualidade uma doença”, diz juiz

A resolução foi editada em 1999 pelo CFP, que vai recorrer ao processo – em fase inicial – às instâncias superiores. A ação foi movida por um grupo de psicólogos defensores dessa prática. Em nota de repúdio à decisão da Justiça, a CFP afirmou que a liminar “representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico”. A decisão causou forte reação entre ativistas e nas redes sociais.

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Veja o comunicado do juiz na íntegra:

“Considerando a interpretação e a propagação equivocada acerca da decisão proferida por este Magistrado nos autos do Processo n. 1011189-79.2017.4.01.3400;

Considerando que em nenhum momento este Magistrado considerou ser a homossexualidade uma doença ou qualquer tipo de transtorno psíquico passível de tratamento;

Considerando ser vedado ao Magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento (art. 36, III, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional);

Considerando existir meio processual adequado à disposição das partes para pedir o esclarecimento de eventuais obscuridades ou contradições em qualquer decisão judicial (art. 1.022, I, do novo Código de Processo Civil);

Este Magistrado vem a público declinar dos convites a ele formulados por diversos meios de comunicação no intuito de debater ou esclarecer seu posicionamento acerca da questão. Espera-se a compreensão do público em geral, em especial daqueles que não tiveram a oportunidade de ler, em sua integralidade, a referida decisão, que se encontra disponível no sítio do TRF1 (http://portal.trf1.jus.br/sjdf/), em Notícias.”


2 comentários

  1. BETO
    sexta-feira, 22 de setembro de 2017 – 7:57 hs

    Ta certo então. Façamos assim:
    Se não for doença, é opção, se não for opção é senvergonhice, se não for nenhuma delas é viadagem e pronto.

    Vamos parar de se preocupar com isso. Tem tantas coisas mais importantes do que ficar quebrando a cabeça em tentar saber porque e qual a causa dessas pessoas que gostam de engatar marcha ré.

  2. sexta-feira, 22 de setembro de 2017 – 11:29 hs

    Se fosse Natural a coisa fluia Naturalmente, se tem polêmica é porque não é Natural e jamais será…Como diz o amigo acima: é viadagem e pronto!

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