Repasses do Estado às prefeituras aumentam 94% e somam R$ 7,44 bi | Fábio Campana

Repasses do Estado às prefeituras aumentam 94% e somam R$ 7,44 bi

As transferências de receitas do ICMS e IPVA pelo Estado aos municípios dobraram entre 2010 e 2016, segundo Ipardes/Secretaria de Tesouro Nacional e passaram de R$ 3,84 bilhões para R$ 7,44 bilhões, um avanço de 94%. O crescimento real – já descontada a inflação medida pelo IPCA – foi de 28% entre 2010 e 2016.

“Em um período de crise econômica, de queda na arrecadação e de transferências federais, o Paraná reduziu despesas para aumentar receitas. Os recursos adicionais beneficiaram diretamente os municípios, porque ajudaram as prefeituras a manterem as contas em dia”, disse o governador Beto Richa.

Os dados do Ipardes/STN mostram que os municípios pequenos foram os mais beneficiados pelo incremento de repasses, chegando, em alguns casos, a um aumento real de quase 200%. As transferências ajudaram a compensar a queda das transferências da União para os municípios durante a recessão.

Entre 2010 e 2016 a participação das transferências dos impostos nas receitas dos municípios aumentou. Os repasses dos dois impostos estaduais foram responsáveis por 24,2% das receitas dos municípios paranaenses no ano passado. Em 2010, essa parcela era de 23,5%.

Os municípios dependem, principalmente, dos repasses da União e do Estado para poder fazer investimentos. Sem essas receitas, serviços como educação, saúde, segurança e melhorias de infraestrutura ficam comprometidos. Com a recessão, as prefeituras viram cair os repasses do Fundo de Participação aos Municípios (FPM).

Além do ajuste fiscal, o próprio dinamismo da economia paranaense, que cresceu acima da média brasileira, aumentou o consumo e, por consequência, a arrecadação de ICMS e de IPVA. Por lei, 25% dos valores arrecadados de ICMS são destinados às prefeituras. No caso do IPVA, metade da receita fica para o caixa das cidades.


Um comentário

  1. ANTONIO
    quinta-feira, 28 de setembro de 2017 – 1:17 hs

    Caro Fabio, não adianta esse dinheiro, ser transferido e ser gasto indevidamente, sem que a população seja beneficiada. Hoje a maioria das Prefeitura gasta todo esse montante com gasto de funcionários. Nas Prefeituras têm excesso de servidores, secretários, por exemplo as Prefeituras do interior pagam por um médico mais de R$30.000,00 mensais, Dentista mais de R$20.000,00. O que o Tribunal de Contas do Estado do Paraná deveria fazer é a intervenção, ou seja exigir que para esses Médicos e Dentistas não devem receber mais de R$5.000,00, mensais, pois estes tipos de profissionais já estão sobrando no mercado. Governador Beto Richa, é uma pena que esse dinheiro está sendo jogado fora, e não beneficie a população carente.

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