Em 2024, a folha de inativos deve ultrapassar a do servidores ativos | Fábio Campana

Em 2024, a folha de inativos deve ultrapassar a do servidores ativos

O secretário da Fazenda do Paraná, Mauro Ricardo Costa, ressaltou nesta quinta-feira, 14, durante encontro de secretários estaduais de administração que o desafio da previdência é “assunto grave” e destacou a necessidade de a administração pública consolidar a reforma. “É importante que o tema seja debatido e que possamos, por meio deste fórum e de diversos outros encontros, apresentar uma proposta ao Congresso Nacional que de fato permita que o Brasil e os Estados possam ter um equilíbrio no presente e no futuro”, disse.

Costa mostrou que, na situação atual, e com a evolução da expectativa de vida no Brasil, haverá dificuldade para se consolidar uma estabilidade. “Até mesmo o Estado do Paraná, que atualmente está equilibrado, futuramente corre risco muito grande se nada for feito”, afirmou, citando que há apenas 1,38 servidor ativo para cada inativo.

“Hoje essa relação é perversa e ao longo dos anos vai piorando. A previsão é de que em 2024 a folha de servidores inativos ultrapasse a folha de pagamentos dos servidores ativos”, afirmou. “Por isso é importante se fazer uma reforma da previdência agora, para que não ocorra o que já acontece em outros estados, que não encontram mais condições de honrar a folha de pagamento e aposentadorias.”

Atualmente, o regime próprio de previdência social do Paraná conta com déficit total dos fundos de repartição – financeiro e militar – de R$ 364,3 bilhões. Seria necessário que o Estado tivesse um período de 10 anos sem gastar nada da Receita Corrente Líquida para equilibrar as contas. E 11% dessa receita foi usada em 2016 para pagamento de inativos e pensionistas.

De acordo com ele, o grande desafio da administração pública atualmente é equilibrar as despesas de acordo com a possibilidade de pagamento do Estado, para que todas as receitas não sejam comprometidas com o salário de servidores ativos, inativos e pensionistas.


4 comentários

  1. Andrea
    sexta-feira, 15 de setembro de 2017 – 8:53 hs

    Gastos com aposentadorias com as viúvas de ex governadores, ate as que tem Namorido pra não perder a mamata de viver com dinheiro do povo ( que falata na saúde, educação …) ! rs.

  2. sexta-feira, 15 de setembro de 2017 – 11:04 hs

    MAS DE QUE ADIANTA ECONOMIZAR QUANDO TEM UMS BILHÕES INVENTAM UMA DESCULPA E SE AGARRAM NA GRANA….PARA SALVAR OUTROS SETORES.. NÉ..DAI NÃO SOBRA MESMO/////////////////////////

  3. Fernando10
    sexta-feira, 15 de setembro de 2017 – 11:12 hs

    A cada “ajuste fiscal” do nobre governador, tendo como mentor esse pseudo secretário, no qual garfam descaradamente os fundos do paranaprevidência, não poderia ocorrer outra coisa. Cade o MP para impedir esses abusos…

  4. falido e ainda mal pago
    sexta-feira, 15 de setembro de 2017 – 11:50 hs

    É sempre a mesma ladainha e desculpa pelo desgoverno e incompetência. O Governo do Paraná é inchado com pessoal que não é de carreira em cargos de comissão ao ponto de assessores (aspones) do governador pendurados na Casa Civil e até dirigentes de autarquias receberem salários equivalentes a secretários de estado, por volta dos 30 mil reais.
    Somando-se a isso toda aquela inutilidade de deputados e assessores da Assembleia Legislativa com os do Tribunal de Contas para lá de inchado e desnecessário com seus inúteis conselheiros e suas aposentadorias vitalícias, com as aposentadorias dos incompetente ex-governadores, mordomias palacianas e esquemas de corrupção em obras públicas que nunca acabam, isto sem falar em super salários do Judiciário e do Ministério Público, é claro que não tem arrecadação que aguente, não tem cofre que suporte.
    Daí vem esse ET de Copacabana dizer que a culpa é dos aposentado que dedicaram anos de suas vidas, sem salário digno e estrutura para tocar a administração pública, tento que aguentar desmandos e insanidades dos governadores de ocasião, aí já é demais!

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