Deputado quer obrigar rádio pública a tocar música religiosa | Fábio Campana

Deputado quer obrigar rádio pública a tocar música religiosa

Quem mora em Curitiba e tem o hábito de ouvir rádio, pode percorrer o dial e encontrar a emissora pública do Paraná. A programação é variada, mas tem como carro-chefe a MPB. A escolha do que vai tocar passa pelo crivo da direção da emissora, mas tem como palavra final o Governo do Estado – que, no momento atual, diferente do anterior e a mão de ferro de Requião, parece não se meter muito na autarquia.
Mas, como tem gente que quer puxar mais sardinha para seu balaio, o deputado federal Franklin Lima, do PP de Minas Gerais, que é radialista e pastor evangélico, apresentou um projeto de lei na Câmara que obriga as emissoras de rádio públicas a tocarem música religiosa nacional em sua programação.
Segundo ele, “tal medida visa beneficiar aquelas pessoas que desejam ouvir uma programação, jornais ou informações do governo nas rádios, mas acabam não ouvindo devido as rádios tocarem somente músicas populares, deixando assim as pessoas religiosas sem motivação ou sem jeito para acompanhar aquela programação”.
O projeto define que “música religiosa é aquela composta ou interpretada por artista brasileiro para fins religiosos em língua portuguesa” e diz que quem não cumprir os percentuais fixados por lei – que serão definidos pelo Poder Executivo na regulamentação – fica sujeito a multa diária (a ser definida) e suspensão da concessão por até 30 dias, no caso de reincidência.
Eu pergunto: o deputado não tem mais nada a fazer no Congresso?


6 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 10:31 hs

    Zulivre… em dó maior…

  2. quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 10:31 hs

    é só mudar de estação e sintonizar em uma das várias (varias mesmo) radios evangélicas.

  3. Jaferrer
    quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 10:44 hs

    Mais um imbecil sendo pago com dinheiro público para fazer asneiras.O problema são os outros imbecis que votam nestes picaretas.

  4. Viezzer
    quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 11:53 hs

    “Se o mel é bom, a abelha sempre volta…”

  5. Andrea
    quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 13:19 hs

    Se for música religiosa, deverá tocar também músicas do Candomblé e Umbanda, não só Evangélicas!

  6. Ricardo
    quinta-feira, 21 de setembro de 2017 – 14:42 hs

    As concessões são públicas, portanto do povo. Nos Estados Unidos onde mais de 60 % se identifica como evangélicos a programação é mesclada. Se fosse pela maioria não tocaria MPB. O deputado está certo.

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