'Crimes não são cometidos no céu' | Fábio Campana

‘Crimes não são cometidos no céu’

Sergio Moro condenou hoje o ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves e outras quatro pessoas por pagamento de propinas em obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Ele aproveitou a canetada para defender a colaboração premiada: “crimes não são cometidos no céu e, em muitos casos, as únicas pessoas que podem servir como testemunhas são igualmente criminosos”. E mais uma vez, reafirmou que as delações não suportam mentiras: “caso descoberto que faltou com a verdade, perde os benefícios do acordo, respondendo integralmente pela sanção penal cabível”.
Aos críticos, o recado foi direto: “quem, em geral, vem criticando a colaboração premiada é, aparentemente, favorável à regra do silêncio, a omertà das organizações criminosas, isso sim reprovável”.
Omertà faz alusão ao código de honra da máfia italiana, a lei do silêncio que os criminosos não poderiam quebrar, sob o risco de pagar com a própria vida.

(Foto: Lula Marques/AGPT)


2 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    segunda-feira, 25 de setembro de 2017 – 14:29 hs

    No céu, apenas os aviões de carreira, levando a bordo no mesmo voo Janot e Gilmar, em poltronas vizinhas.. A bordo da classe executiva, of course. Classe econômica é para a patuleia, não para a nata do funcionalismo público.

  2. Rock
    segunda-feira, 25 de setembro de 2017 – 21:03 hs

    Quando a delação é forçada como ele faz acontecer através de chantagem elas suportam mentiras sim.

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