Caminhos obscuros | Fábio Campana

Caminhos obscuros

Estamos vivendo um tempo em que temos, pelo menos, um escândalo novo a cada três ou quatro dias. A situação é tão maluca que não há como avaliar os caminhos no futuro próximo, na semana que vem, amanhã. E por outro lado, corremos o risco da banalização de fatos graves que acontecem na tríade do momento: justiça, política e setores privados.
O brasileiro observa tudo, já coberto por uma casca dura que o impermeabiliza moralmente e o impede de se indignar como deveria diante dos fatos. E se indignar não significa fazer protesto, tomar as ruas, gritar palavras de ordem e músicas de outros momentos.
Indignar-se é, também, procurar informações, abrir os olhos, se instruir a respeito do lado do avesso do que aparece estampado como frases de efeito no Facebook ou nas manchetes das grandes mídias.
É preciso dar um passo a mais nas discussões rasas que apontam este ou aquele, é necessário, de alguma forma, revirar os fatos e tentar trazer um pouco de luz para o caminho que agora passamos.
É isso ou se deixar levar pela ignorância perigosa e continuar, como sempre, recolhendo as consequências e pagando a conta.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*