Assembleia dá nome de Erondy Silvério para tribuna de honra | Fábio Campana

Assembleia dá nome de Erondy Silvério para tribuna de honra

Com a presença de filhos, netos, familiares e amigos, a Assembleia Legislativa homenageou nesta terça-feira (5) o deputado Erondy Silvério, morto em 2005, dando seu nome a uma de suas tribunas de honra. O presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB), elogiou a homenagem, proposta pelo deputado Anibelli Neto (PMDB), afirmando que teve “ a alegria e a honra” de atuar com o parlamentar de 1990 a 1994, quando ele exerceu seu último mandato no Legislativo estadual.

“Aprendemos muito com ele, que tinha bagagem e experiência inquestionáveis. Não era de falar muito, mas exercia uma liderança elogiável. É importante preservar sua memória, mostrando as novas gerações o quanto foi importante para a história política do Paraná”, disse Traiano.

Anibelli Neto referiu-se ao homenageado como “uma pessoa que deixou sua marca na história paranaense pela grandeza de suas atitudes”. Lembrou passagens de sua vida, como o período em que morou no Asilo São Luiz, em Curitiba, para aprender um ofício, trabalhando depois, aos 12 anos, como entregador de mercearia. Foi feirante, motorista de caminhão, sócio do bar Flórida, na Praça Santos Andrade, até adquirir, com suas economias, uma lotação, que acabou dando origem a Autoviação Nossa Senhora da Luz e, mais tarde, a autoviação Marechal. Dono de tino comercial aguçado, teve negócios em várias áreas, formou grupo constituído pelas concessionárias Wolkswagen Revepar e Pavema.

Entusiasta de futebol, fundou o Esporte Clube Pinheiros. Na vida pública, iniciou como vereador, cargo que exerceu três vezes, chegando a presidência da Câmara Municipal de Curitiba e assumindo interinamente a Prefeitura por diversas vezes. Elegeu-se deputado estadual em 1966, com a maior votação obtida no Estado para a vaga. Foi primeiro secretario e presidente da Casa, reelegendo-se para mais seis mandatos. Foi líder de três governadores na Casa, Paulo Pimentel, Jayme Canet Júnior e Hoskén de Novaes. “Exerceu com honestidade e bravura todos os mandatos que obteve ao longo de 40 anos, , deixando uma lição de dignidade e generosidade”, enfatizou Anibelli.

Em nome dos familiares usou a tribuna seu filho, Marcelo Silvério, que fez um discurso breve e emocionado, recordando as qualidades que fizeram de seu pai um político respeitado e lembrado com saudades por aqueles que o conheceram ou que com ele trabalharam. Após os pronunciamentos foi descerrada uma placa que ficará afixada na tribuna verde da Casa.


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