A carreira do delator da Valor não começou no Paraná. Aqui terminou | Fábio Campana

A carreira do delator da Valor não começou no Paraná. Aqui terminou

O mago empreiteiro Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor que desviou dinheiro da construção de escolas, não começou a sua carreira de falcatruas no Paraná. A “mídia investigativa” não investigou os antecedentes do moço. Ele fez o mesmo na Bahia, onde, por inidôneo, não pode mais participar de licitações de obras públicas. Fez o mesmo no Distrito Federal, onde também está proibido de negociar com o Estado. Pesquisam-se as suas passagens por municípios, alguns muito pequenos, por onde andou.

Pois, pois, depois dessa folha corrida, veio fazer o mesmo no Paraná. Com o método de sempre. Começa bem, entrega as obras em dia, faz preço baixo. Depois, quando consegue contratos maiores, vultosos, volta a praticar o mesmo crime. Corrompe, não entrega, desvia recursos.

Sua carreira de crimes contra o erário público não começou no Paraná, aqui terminou. E diga-se, por ação da Polícia Civil do Estado, que acatou ordens do governador Beto Richa e investigou a fundo as falcatruas e maracutaias de Lopes de Souza. Foram estas investigações que chegaram ao Ministério Público e que se transformaram no processo que agora procura enxovalhar quem mandou investigar, demitir envolvidos e prender o próprio Lopes de Souza. Por razões ainda insondáveis, o governador Beto Richa passou de homem que desmantelou a quadrilha do Lopes de Souza, da Valor, para indiciado pelo Ministério Público.

Acontece que o MP ouviu Lopes de Souza e este fez o que hoje qualquer homem público pego em peculato, passou a fazer. Disse que entregou o fruto do roubo para os políticos e para valorizar sua delação envolveu até o governador na sua história sórdida. Deram-lhe ouvidos e credibilidade, embora o próprio Lopes de Souza confesse que nunca, jamais esteve, negociou ou tratou com o governador. A denúncia de Lopes de Souza, embora sem provas, fez sucesso no MP e principalmente na mídia dos escândalos e de oposição ao governador.

Para finalizar, é de se perguntar: para onde foi o dinheiro desviado por Lopes de Souza? Ele diz que entregou como propina para governantes e políticos. A “mídia investigativa” e o próprio MP não se deram ao trabalho de examinar a fortuna de Lopes de Souza que cresceu em proporções geométricas. Apartamentos, um em Camboriú, no valor de R$ 5 milhões, outro em Salvador, na mesma faixa e outros imóveis. Lopes de Souza gosta de carros e tem uma coleção daqueles que custam milhares de dólares.

Muito esperto, Lopes de Souza deu uma de Joesley, e garante aos amigos que vai se dar bem. Veremos.


6 comentários

  1. Luci Menin
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 19:12 hs

    Que matéria vergonhosa. É de dar náuseas ao ler.

  2. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 19:51 hs

    Coisa feia tá esse Pais onde os bandidos que corrompem bota na cadeia quem os dedura,mas a do Beto Richa uma hora cai sua capivara,tudo e questão de tempo.

  3. Ratatan
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 20:36 hs

    Bahia e Brasília.

    Mando do DEM.

    Plauto é do DEM……………

  4. Dercio
    segunda-feira, 11 de setembro de 2017 – 23:34 hs

    Parece que os relatores ainda não aprenderam que só pode relatar o PT.

  5. xyko
    terça-feira, 12 de setembro de 2017 – 6:42 hs

    ERÁRIO é sempre público. Erro crasso de português…no mérito..nem falo nada…

  6. JÁ ERA...
    terça-feira, 12 de setembro de 2017 – 7:08 hs

    Este tipo de noticiário é o que tomou conta de todas as imprensas
    do país. Só se ouve ou lê bandidagem pura e como sempre todos
    nós do bem levando naquele lugar. Acho que feliz mesmo é aquele
    cidadão que mora no rincão do Nordeste onde nem luz tem ou mora
    numa ilha perdida no meio do oceano onde gritar é só para gaivota ouvir… Sem CPF, impostos a pagar mesmo que morra aos cem anos vai morrer feliz com certeza !!!

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