Na presença de Michel Temer, Raquel Dodge toma posse | Fábio Campana

Na presença de Michel Temer,
Raquel Dodge toma posse

A nomeada procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tomou posse nesta segunda-feira (18), às 8h. Ela substitui Rodrigo Janot, que deixa o cargo após quatro anos na chefia do Ministério Público Federal (MPF). Inicialmente, a posse estava prevista para as 10h30, mas o horário foi alterado para garantir a presença do presidente da República, Michel Temer, na cerimônia.

O termo de posse foi assinado por ela e Temer, em cerimônia da PGR. O ex-procurador-geral, Rodrigo Janot não participou da cerimônia. “O Ministério Público deve promover justiça, zelar pela democracia, zelar pelo bem comum e pelo meio ambiente. Assegurar a voz a quem não tem e garantir que ninguém esteja acima da lei e ninguém esteja abaixo da lei”, disse.

Em seu discurso de posse, Dodge disse que o Ministério Público tem “o dever de cobrar dos que gerenciam o gasto público que o façam de modo honesto, eficiente e probo, ao ponto de restabelecer a confiança das pessoas nas instituições de governança”. Sobre este assunto, ela citou uma fala do papa Francisco, na qual o pontífice ensina que “a corrupção não é um ato, mas uma condição, um estado pessoal e social, no qual a pessoa se habitua a viver”.

“O corrupto está tão fechado e satisfeito em alimentar a sua autossuficiência que não se deixa questionar por nada nem por ninguém. Constituiu uma autoestima que se baseia em atitudes fraudulentas. Passa a vida buscando os atalhos do oportunismo, ao preço de sua própria dignidade e da dignidade dos outros. A corrupção faz perder o pudor que protege a verdade, a bondade e a beleza”, acrescentou.

“Estou certa de que o MP continuará a receber do Poder Executivo e do Congresso Nacional o apoio indispensável ao aprimoramento das leis e das instituições republicanas e para o exercício de nossas atribuições.”

Ela destacou que o MP tem o dever desempenhar bem todas suas funções. “A situação continua difícil, pois [os brasileiros] estão expostos à violência e à insegurança pública, recebem serviços públicos precários, pagam impostos elevados, encontram obstáculos no acesso à Justiça, sofrem os efeitos da corrupção, têm dificuldade de se auto-organizar, mas ainda almejam um futuro de prosperidade e paz social.”


2 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    segunda-feira, 18 de setembro de 2017 – 15:02 hs

    O discurso indica que a sobriedade estará de volta.

  2. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 18 de setembro de 2017 – 18:13 hs

    CERCADA DE BANDIDOS POR TODOS OS LADOS RSRSRSRSRSRS

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