Youssef prepara biografia | Fábio Campana

Youssef prepara biografia

Foto: Lula Marques/Agência PT

O doleiro mais famoso da Operação Lava Jato quer eternizar sua história, informa o Estadão. Alberto Youssef, que revelou as entranhas do esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014, pediu ao juiz federal Sérgio Moro licença – negada inicialmente pelo magistrado – para ir a Londrina, onde nasceu, buscar documentos que, segundo ele, vão ajudar a desenvolver sua biografia.
A defesa de Youssef relatou a Moro que o doleiro fechou um acordo com uma editora e um autor/biógrafo ‘para lançamento de uma obra literária, de não ficção, do gênero biografia, tipo reportagem’.

O doleiro passou 2 anos e 8 meses na prisão. Deixou o cárcere em novembro de 2016 e está morando em São Paulo.

A defesa de Youssef relatou a Moro que os contratos do futuro livro ‘preveem que o autor deverá entregar os originais da obra até 31 de dezembro de 2017’.

“Está clausulado (cláusula 1.ª, parágrafo primeiro) que o biógrafo, no caso Alberto Youssef, deverá disponibilizar documentos e (cláusula 9.ª) colaborar com o autor na elaboração da obra”, narrou a defesa.

“Tais contratos impõem ao colaborador neste trabalho lícito que gerará recursos para sua subsistência, se deslocar até sua cidade natal, Londrina/Paraná com a finalidade de fazer pesquisas e buscar documentos e informações que serão repassadas ao autor da obra, conforme previsto em contrato.”

Youssef queria ficar em sua cidade natal entre 2 e 7 de agosto. O doleiro, condenado na Lava Jato e cumprindo pena em regime aberto, em São Paulo, pediu autorização a Moro em 28 de julho sob a alegação de ‘razões pessoais e familiares’. O Ministério Público Federal foi favorável ao pedido, mas o juiz não autorizou.

Ao negar a solicitação de Youssef, na terça-feira, 1, o magistrado afirmou que a defesa não havia apresentado ‘quaisquer esclarecimentos sobre a necessidade da viagem’. Moro anotou que o argumento da defesa era ‘genérico’.

Na quarta-feira, 2, a defesa de Youssef pediu para que o juiz da Lava Jato reconsiderasse a decisão e explicou que a viagem estava ligada à biografia do doleiro.

“Considerando o custo das passagens aéreas e a necessidade de autorização judicial para realizar a viagem, requer-se seja deferido a autorização para o mês de agosto, se comprometendo o colaborador, em sendo deferido o pleito, informar antecipadamente as datas de ida e retorno (viagem que não excederá 5 dias), informando desde já que será mantido o endereço já declinado para cumprimento da limitação noturna”, requereu a defesa de Youssef.

O magistrado ainda não decidiu sobre o novo pedido.


Um comentário

  1. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 7 de agosto de 2017 – 12:56 hs

    Esse eu conheço bem,de mascate com produtos contrabandeados até ser o maior lavador de dinheiro do Brasil,sempre perto do Moro,sempre a policia e justiça sabia,sua irmã sacoleira foi morta num acidente vindo de Foz,e ele se tornou talvez o homem mais importante dos politicos paranaenses que encheram a burra no caso Banestado,e adivinhem quem era o Juiz do caso?Ele mesmo ,o amigo do Aécio Neves,o Moro gente,nosso idolo,nosso justiceiro,e se voce for ver o que aconteceu naquele caso,veja bem,sumiram reajustados em dinheiro de hoje,perto de 1 trilhão de reais,mas quando nós idiotas pensava que esse dinheiro voltaria em forma de estradas,hospitais etc,eis que nos puseram no rabo o pedagio mais caro do mundo e no estado onde se tem a energia eletrica e a agua,eles deram isso para que gordos acionistas desfrutassem e desfrutam de gordos lucros enquanto sofremos para pagar as contas.
    E ai amigos o Yossef tá solto de novo,talvez operando já que ele é homem forte do esquema,que gira em torno de toda cúpula do poder no Brasil.Mas vamos ficar aqui descutindo.

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