Temer quer limitar salário inicial de servidores a R$ 5 mil | Fábio Campana

Temer quer limitar salário inicial de servidores a R$ 5 mil

O governo deve adiar de janeiro de 2018 para janeiro de 2019 o reajuste de servidores públicos. Com isso, a economia será de R$ 9 bilhões no próximo ano. A medida será anunciada juntamente com a divulgação de redução das metas de 2017 e 2018. A meta fiscal deverá passar de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, o mesmo resultado registrado em 2016. Diante da dificuldade em alcançar a meta fiscal, o governo avalia adiar reajustes dos servidores federais previstos para o ano que vem. As informações são de Lorenna Rodrigues no Estadão.

Outras medidas de economia também serão divulgadas, entre elas a limitação do salário inicial de novos servidores públicos do Executivo a R$ 5 mil. A intenção é que haja um espaço para que os servidores cresçam na carreira até atingir o teto do funcionalismo. Hoje, o salário inicial de algumas carreiras já é próximo do teto, o que deixa pouco espaço para progressão. Ainda estão sendo definidas as carreiras que serão atingidas por essa limitação.

Meta. O governo deverá anunciar a mudança das metas de superávit primário para 2017 e 2018. A meta fiscal de 2017 deverá aumentar R$ 20 bilhões e passar para um déficit de R$ 159 bilhões. Para 2018, a ampliação também deverá ser de R$ 20 bilhões, passando para R$ 149 bilhões. O anúncio será feito após reunião do presidente Michel Temer com ministros e parlamentares.


5 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 16:45 hs

    De que adianta limitar o inicial se no curso da carreira o alto barnabelato vai acumulando adicionais, vantagens, prêmios e privilégios que se incorporam e levam ao sobretelhado do teto salarial. Papo furado e conversa pra boi dormir. Tem que acabar com a estabilidade e a vitaliciedade das sinecuras públicas régias.

  2. Jaferrer
    quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 17:16 hs

    Ou seja, o Estado perdulário, que não abre mão de suas regalias, quando se vê em apuros, joga a conta nas costas dos servidores. E os CCs e FGs milionários? E o congresso que gasta mais de um milhão por hora? e as mamatas de todo tipo? e as isenções para grandes empresas? Bem, aí eles não mechem.

  3. Sergio Silvestre
    quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 17:41 hs

    Tem uns vagabundos que ganham até 100 mil reais por mes do erário,por que não limita o deles.

  4. JOHAN
    quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 18:39 hs

    Caro FÁBIO, como o presidente TEMER é corporativista. Num momento de delicadeza da economia do país, deseja repassar e aumentar a carga de impostos. Cortar fundo no governo federal, ahhh, isso nunca, jamais. Com a ampliação do déficit federal, com certeza a inflação do próximo ano será maior, mesmo com todas as medidas para reduzi-la. Por outro lado nega-se a reduzir o quadro de barnabés federais. Tem que demitir e reduzir o quadro de funcionários, a máquina federal continua inchada. Por outro lado, o governo federal recusa-se a aceitar, porém possui ainda número significativo de empresas estatais deficitárias, empresas de economia mista, causadoras de parcela do déficit. A pergunta que não quer calar, ” porque não se desfaz dessas carcaças, coloca a venda. Com o pouco de recursos que realizar com a venda, mais a redução na folha de pagamento, haverá redução nas despesas. Atenciosamente.

  5. Mariana
    quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 20:27 hs

    Limita o inicial, mas solta frouxo o total dos rendimentos. E se faltar dinheiro pro governo, joga na conta do contribuinte, com mais aumento de imposto e nada de cortar gastos. É assim que funciona e ainda não existe neste país um governante suficientemente macho pra mudar isso.

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