Planalto pune e retira cargos de 40 'infiéis' a Temer | Fábio Campana

Planalto pune e retira cargos de 40 ‘infiéis’ a Temer

O Globo

Passadas duas semanas da votação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara, o governo decidiu, depois de um longo mapeamento, tirar cargos de cerca de 40 deputados da base considerados infiéis.

A expectativa do governo é que a decisão alivie a pressão sobre a articulação política, conduzida pelo ministro Antonio Imbassahy, que tem sido alvo de críticas de deputados ávidos por cargos, sobretudo de integrantes do centrão — grupo responsável pela vitória de Temer no plenário da Câmara.

A matemática tem sido feita por Imbassahy ao lado dos líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE), que são os “detentores da lista”. Os demais ministros palacianos acompanham as conversas, mas não estão na linha de frente dessas negociações.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, como é comum que deputados tenham mais de um indicado na estrutura do governo, o número de cargos a serem trocados pode, ao menos, dobrar em relação a esses 40 parlamentares.

No Diário Oficial, as operações serão casadas: será publicada a exoneração de um apadrinhado de um parlamentar que votou contra Temer e, na mesma edição, o novo ocupante do posto, indicado por alguém que votou alinhado com o presidente.

Assessores do Planalto, no entanto, afirmam que as decisões ainda podem demorar, já que é preciso uma pesquisa minuciosa para levantar a ficha dos indicados, o que fica a cargo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Casa Civil e também com assistência da Secretaria de Governo.

PESO DA REFORMA

Apesar disso, e de olho em apoio para a reforma da Previdência, fontes governistas confirmam que também está se negociando entregar cargos a parlamentares da base que votaram contra Temer, mas que se comprometerem a votar a favor da reforma. Os agraciados fazem parte do grupo que não tinha cargos na administração pública e, portanto, esses deputados ainda não estavam “fidelizados”.

Ao longo do dia de ontem, uma romaria de deputados foi ao Planalto para tratar de espaços no governo. De tarde, dezenas de parlamentares aguardavam na antessala do ministro Imbassahy para serem atendidos. Os que não esperavam o ministro seriam atendidos por seu chefe de gabinete, que também cuida das nomeações. A espera foi tanta que houve parlamentar que esperou duas horas e, sem previsão de atendimento, desistiu.


2 comentários

  1. Sergio Silvestre
    quinta-feira, 17 de agosto de 2017 – 8:52 hs

    Olha o balaio de gato que virou o Brasil,os 40 cargos ali postos pelo presidente então era para inglês ver,eram funcionários sem saber a profissão?
    Isso é que virou o Brasil hoje,o poder tem que voltar de novo para o povo,senão isso aqui vai ser sempre um puxadinho do EUA,.

  2. Jair Pedro
    quinta-feira, 17 de agosto de 2017 – 11:43 hs

    As lamúrias do PT e dos petistas se parecem muito com a estória daquele capataz (no caso Lula) que comandava uma linda fazenda (o Brasil) e que tinha uma mordoma muito obediente (Dilma) e que um belo dia juntou-se a um mordomo subalterno (Temer), apenas para ganharem força junto aos donos da fazenda. Muita festa com amigos (Palocci, Gleisi, Requião, Zé Dirceu, Maria do Rosário, Aécio,etc…) e um bando de sanguessugas (a corriola que vivia mamando sem fazer nada de produtivo, filhos de Lula) que juntamente com o capataz (Lula) delapidaram a fazenda. Um belo dia o mordomo sentiu que tinha força para meter o pé na bunda de todos e dito e feito. Mandou o capataz, a mordoma e os amigos à merda.
    Agora o capataz, a mordoma e os amigos (petezada) querem culpar os vizinhos, o fato de o mordomo subalterno ter tomado o gerenciamento da fazenda.
    E aí a minha pergunta: quem colocou o tal mordomo na sede da fazenda?
    Agora chora petezada porque eu não votei no Temer. Foram vocês que colocaram ele lá. Foi você sr. Sérgio Silvestre.

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