Paternidade responsável | Fábio Campana

Paternidade responsável

artigo de Marcello Richa

Posso afirmar com toda certeza que no dia 10 de janeiro de 2016 minha vida mudou completamente com o nascimento dos meus filhos gêmeos Enrico e Lucas. Foi uma sensação diferente de tudo aquilo que já tinha vivenciado antes e soube naquele instante que estava diante do que se tornaria a razão de toda alegria (e preocupação) que teria pelo resto da minha vida.

Poder acompanhar e contribuir para cada nova descoberta, aprendizado, risada e brincadeira tem sido a melhor jornada que poderia desejar e só posso imaginar que esse seja o mesmo sentimento que outros pais devem sentir quando participam do crescimento de seus filhos.

Dividi um pouco do início da minha experiência como pai porque este ano a mais nova campanha do Agosto Azul, ação de incentivo ao cuidado com a saúde do homem instituído pela lei n.º 17.099 no estado, é focada em estimular a paternidade responsável e convivência com os filhos, uma realidade que infelizmente muitas crianças e pais não conseguem desfrutar no país.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), baseado no Censo Escolar de 2011, apontou que 5,5 milhões de crianças brasileiras não tinham o nome do pai no registro de nascimento. Um número extremamente grande e que não abrange adultos que também não chegaram a ter o convívio paterno ao longo de sua infância.

Por mais que muitas mães sejam bem sucedidas em criar e educar sozinha as crianças, inegavelmente esse enorme desafio torna-se mais fácil com a presença paterna constante e ativa. Somado a isso, estudos apontam que um relacionamento sadio com os pais durante a infância contribui para que as pessoas tenham melhores condições de enfrentar os estresses e desafios da vida adulta.

Também vale ressaltar que o abandono não precisa ser necessariamente físico, mas também emocional. Pais podem conviver com a criança, mas serem afastados ou distantes, sem participar do dia a dia que irá ajudar na construção do caráter dos jovens. Essa é uma realidade que precisamos mudar no país, criando um ambiente propício para o desenvolvimento pleno durante a infância.

Logicamente que ser um pai presente na vida do filho, no fim, acaba sendo uma escolha individual, mas a construção de uma cultura mais responsável e participativa é uma ação que deve ser construída por todos. Nesse quesito o Agosto Azul entra como um reforço para que os homens contribuam mais na formação e desenvolvimento de suas famílias, bem como conscientizando os necessários cuidados de saúde para que estejam aptos a desempenhar esse papel.

A paternidade, seja ela biológica ou não, jamais pode ser encarada como um fardo. Ela é a oportunidade que carregamos para ser uma influência realmente positiva na vida de uma criança, oferecendo conforto, segurança, conhecimento e valores que elas carregarão para o resto de sua vida e irão moldar o futuro de nossa sociedade.

Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR).


8 comentários

  1. Tisa Kastrup
    quinta-feira, 3 de agosto de 2017 – 9:56 hs

    Como “pãe”, mãe solo que sou, me emocionei com as palavras do Marcello. Se você corta metade das raízes de uma árvore, como pode esperar que ela cresça saudável e forte como as outras? Difícil.

    Só não é impossível porque tentamos compensar as amputações, as mutilações psicológicas e emocionais que alguns “pais” perpetram voluntariamente contra aqueles indefesos e apaixonante seres a quem ajudaram a dar vida.

    Não conheço maior crime, maior covardia do que negar seu amor, sua presença e seu respeito a um filho. É uma doença (grave) de caráter e deve sim ser tratada como tal nas ações do Agosto Azul. Parabéns pela tua sensibilidade, Marcello.

  2. quinta-feira, 3 de agosto de 2017 – 12:20 hs

    Parabéns Marcelo pela escrita! Sou pai de um filho Autista ( Albano Henrique Piekarski Hoebel Lopes dos Santos-04.04.1984) ……. ele foi batizado na Capela do Palácio Iguaçu ( autorização na época concedia pelo seu pai, realizada pelo Padre Gustavo, o mesmo que fez o casamento do seu avô Zé Richa e sua avó. Padre Gustavo foi Capelão da Casa dos Estudantes ( Ceu), onde também morei juntamente com o Pessuti) . O maior amor da minha vida é chegar em casa e conviver com o meu filho ……. sair com ele…….. brincar não pois autista dificilmente brinca … o meu o autismo dele é severo ………como disse a Tisa Kastrui, o maior crime, maior covardia e negar seu amor, sua presença e respeito a um filho …… Obrigado Senhor por nos enviar nosso Albano que além de autista é um verdadeiro ARTISTA rsrsrsrsrs abs joão feio ( João Batista Lopes dos Santos, funcionário estatutario da Assembleia Legislativa do Paraná). Atleticano doente!!

  3. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 3 de agosto de 2017 – 12:35 hs

    Big João. Feio no nome. Bonito no viver, no conviver e sobretudo nas mostras de lealdade e de companheirismo. Muque, companheiro! Dê um abraço no Albano.

  4. quinta-feira, 3 de agosto de 2017 – 13:33 hs

    Grande Parreira! Pessoa espetacular que gosto de graça……..obrigado pelas palavras! Em nome do albano um abraço dele rsrsrsrs! seguinte Parreira tenho 8 pés de cocos anão que planteiaqui na minha casa em shangri-la ( já tem 6 nos cada um) ……..das os frutos mais infelizmente não vingam …caem todos ….sempre adubo com um adubo que compro ai em Ctba perto da antiga Botim mais infelizmente não consegui até hj colher um se quer fruto…..me de a dica amigo .vc é que professor na área;;;;;;;;;; abs me acione no facebook ( joao batista lopes dos santos) abs joao feio

  5. Sergio Silvestre
    quinta-feira, 3 de agosto de 2017 – 14:57 hs

    Os artigos do Marcelo escritos pelo Nilson Monteiro são até bonitinhos mesmo plagiados.

  6. Tisa Kastrup
    quinta-feira, 3 de agosto de 2017 – 15:40 hs

    João Feio, lindo pai amoroso de um anjo azul, que alento ler tuas palavras declarando seu amor ao seu filho tão especial! Deus abençoe sua família.

  7. Azedo
    quinta-feira, 3 de agosto de 2017 – 16:05 hs

    Há pessoas que não têm uma gota de amor dentro de si. Estes pais abandônicos e o SS por exemplo. Semear em solo de pedra e tentar conversar com eles faz o mesmo efeito: nada.

  8. Edson Luiz
    quinta-feira, 3 de agosto de 2017 – 20:13 hs

    Vc sabe que seu pai não será Senador né?
    Que ele perderá o foro privilegiado tb né?
    E vc não será deputado estadual não!!!

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*