Pancadas e torturas para 'acalmar' jovem em UPA do Boa Vista | Fábio Campana

Pancadas e torturas para ‘acalmar’ jovem em UPA do Boa Vista

do Aroldo Murá

O prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo não pode ser responsabilizado por barbaridades que por vezes acontecem em certas UPAS, como o ocorrido dia 2, quarta-feira, 4h30 min, na Unidade de Pronto Atendimento da Boa Vista.

Mas o prefeito tem a obrigação de mandar investigar a reclamação que segue, toda documentada, com BO e exame feito no IML. Sem dó nem piedade. Fazendo justiça, apenas.

O episódio é chocante. Foi abordado pelo Portal da Rádio Banda B, de sexta-feira, 4.

PANCADARIA A QUATRO
E assim aconteceu: quatro auxiliares de enfermagem infligiram pancadaria, uma forma de tortura, a jovem universitária que lá fora internada para desintoxicar-se de excesso de remédios que ingerira. Ela, XC, 21 anos, em tratamento para depressão, simplesmente pedia para ser liberada, depois de certo tempo de atendimento. Achava-se em condições de voltar para casa, dizia.

Na sala de espera, o noivo a esperava.

“COMO GENTE GRANDE”
XC não só apanhou “como gente grande”, tendo os braços e pernas seriamente feridos. Também foi amarrada à cama, como medida “preventiva” para conter novos gritos de socorro da paciente.

Quando recebeu a filha, em lágrimas, a mãe só exclamou: “É nova psicoterapia, a da pancadaria…”

MÉDICO SILENCIOSO
Um médico da UPA, segundo a universitária, a tudo assistiu, silencioso e a tudo consentindo.

Não há exageros: a mãe, só localizada no começo da manhã, levou a filha ao IML, onde o médico que a examinou mostrou-se “impressionando com as torturas”.

Em 10 dias saem os resultados do exame, quando a Polícia Civil deverá dar andamento à queixa.

A mãe da paciente que alega ter sido torturada é funcionária federal, advogada com Mestrado em Direito.

Estamos, então, diante de um “case” novo de tratamento de quadros depressivos? Quem sabe, uma proposta de cura a ser apresentada numa revista científica indexada?


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