O crime e a pena | Fábio Campana

O crime e a pena

Carlos Brickmann

Lembra de Henrique Pizzolato, que foi diretor do Banco do Brasil, fugiu para a Itália usando documentos falsos com o nome do irmão falecido e foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro? Ele começou a cumprir a pena em fevereiro de 2014, quando foi preso na Itália (veio para o Brasil em outubro de 2015).

Faça as contas: 2014 mais 12 anos = 2026, certo? Errado: Pizzolato já está no regime semiaberto, que lhe foi concedido pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo. Dorme na cadeia. De dia, vai trabalhar na rádio OK FM, como assistente de programação, algo que jamais fez na vida. O salário é de R$ 1.800,00 mensais. Mas que fazer? A lei exige um emprego! A rádio pertence a seu companheiro de cela, Luiz Estêvão, hoje também seu patrão.


Um comentário

  1. JÁ ERA...
    quarta-feira, 30 de agosto de 2017 – 16:28 hs

    Do jeito que as leis deste país são interpretadas é para arrepiar
    até o capeta mais experiente do inferno. De que adianta tantas
    idas e vindas de julgamentos e uma comemoração em vão, porque
    penas altas e crimes hediondos não são parâmetros para que um
    cidadão criminoso fique mesmo na cadeia. É uma vergonha mes-
    mo…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*