Não é hora de aumentar impostos, cobra Rubens Bueno | Fábio Campana

Não é hora de aumentar impostos, cobra Rubens Bueno

“Aumentar impostos num momento em que a economia dá sinais de recuperação é aprofundar o endividamento dos trabalhadores e das empresas e abrir espaço para o retorno da crise”, alertou nesta quarta-feira o deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR), para quem o atual governo deve encontrar outras fórmulas para readequar suas contas.

De acordo com o parlamentar, o que o Brasil precisa são de reformas na área tributária para que o país inicie um processo de promoção de justiça fiscal. “É necessário, por exemplo, que o Congresso Nacional aprove uma política permanente para a correção da tabela do Imposto de Renda. Não é prudente adotar medidas como a criação de uma nova faixa de desconto sem corrigir a tabela. Ainda bem que o governo recuou dessa medida”, avaliou Rubens Bueno.

O deputado lembra que de 1996 para cá a tabela do IR já acumula uma defasagem de 83,12%. “O cálculo, feito pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), é o retrato de um país que cobra muito do contribuinte com renda mais baixa e privilegia os mais ricos. Precisamos inverter essa lógica”, disse o parlamentar.

Para Rubens Bueno, o governo tem de cortar gastos supérfluos, mordomias e privilégios, ao mesmo tempo em que deve patrocinar um grande mutirão para cobrar as dívidas bilionárias que grandes empresas possuem com a União. “Que se façam renegociações, que se abata parcela de multas e juros, mas que não venham com a medida fácil de reajuste de impostos para toda a população. No Brasil não há mais espaço para aumento da carga tributária”, finalizou.


Um comentário

  1. Laura
    quarta-feira, 9 de agosto de 2017 – 21:27 hs

    Esse aí, defensor do desmonte da Previdência Pública, não engana mais ninguém.
    Aumentar a gasolina e o diesel que afeta os pobres não tem crítica alguma, mas se propuser aumentar 8% do imposto de renda sobre a parcela que ultrapassa 20 mil reais por mês do rendimento dos super-ricos, aí é aquela choradeira.
    Grande socialista do PPS 23, o partido da implosão da Previdência.

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