Marcha do Escola Sem Partido tem apoio de 16 grupos em Curitiba | Fábio Campana

Marcha do Escola Sem Partido tem apoio de 16 grupos em Curitiba

O Movimento Brasil Livre Curitiba, em conjunto com dezesseis grupos da sociedade civil organizada, lideranças políticas, estudantis e religiosas, promove na próxima terça-feira, 15, a Marcha Nacional pelo Escola Sem Partido. A capital paranaense abrirá uma sequência de ações em mais de 100 cidades brasileiras com o objetivo de protocolar o projeto do Escola Sem Partido nas Câmaras Municipais. Como em Curitiba o assunto já está em trâmite no Legislativo, já tendo inclusive passado pela Procuradoria Jurídica, o grupo que irá se reunir às 7h30 na Boca Maldita, sairá em Marcha com destino à Casa de Leis para levar ao Plenário relatos do que pais, alunos e professores vêm testemunhando na rede de ensino local.

Para os coordenadores, essa não é uma pauta de Direita ou de Esquerda, de cristão ou de ateu, mas de toda a sociedade que se preocupa com um ensino comprometido com a ementa escolar e livre da ideologia de gênero e partidária. “A verdadeira pluralidade de ideias desenvolve o pensamento crítico. Com uma escola que só mostra um viés histórico, há um empobrecimento do conhecimento, que leva a uma ditadura alienante
na educação”, alerta a psicóloga Marisa Lobo.

A intenção, conforme os organizadores, é iniciar a marcha às 8h e
chegar à Câmara Municipal às 8h45. Toda a ação já foi relatada ao
coronel do 12o BPM, Wagner Lúcio dos Santos, que irá garantir a
segurança e o acesso dos representantes do grupo ao Plenário da Casa,
haja vista que movimentos contrários agendaram para o mesmo dia e
horário, concentração em frente ao parlamento.

De acordo com a coordenadora do MBL Curitiba, Denise de Souza, “é
fundamental a união e apoio da população nesta fase, pois precisamos
buscar a maioria dos votos para que o Escola Sem Partido passe pelas
Comissões e siga para o Plenário. Superada essa fase, seguiremos na
nossa luta pela aprovação e sanção pelo Prefeito Rafael Greca”, prevê
a militante.

Participam da Marcha do Escola Sem Partido em Curitiba os grupos MBL,
Vem Pra Rua, Curitiba Contra a Corrupção, Mais Brasil Eu Acredito,
UFPR Livre, Movimento Pró Lava Jato, Patriotas Paraná, Acampamento da
Lava Jato, Associação Comercial do Paraná (ACP), Movimento Desocupa
Paraná, Lava Togas, Comep (Conselho de Ministros Evangélicos do
Paraná), Fórum Evangélico de Ação Social Política (Fenasp), Ministério
de Fé e Política da Renovação Carismática Católica, Marconha Não! e
Movimento Pró Mulher. Há a expectativa da adesão de outros grupos e
movimentos que ainda não foram registrados.

Por questões de segurança e ordem, poucos representantes terão acesso
ao Plenário da Câmara, ficando os demais na escadaria, aonde poderão
acompanhar a sessão ao vivo, que será transmitida em um telão aos
presentes.

Link do evento no Facebook:

https://www.facebook.com/events/1711160409192391/?ti=cl

O Programa Escola sem Partido é uma proposta de lei que torna
obrigatória a afixação em todas as salas de aula do ensino fundamental
e médio de um cartaz com o seguinte conteúdo:

1 – O Professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos,
para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou
preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.

2 – O Professor não favorecerá, não prejudicará e não constrangerá os
alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou
religiosas, ou da falta delas.

3 – O Professor não fará propaganda político-partidária em sala de
aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos
públicos e passeatas.

4 – Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o
professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma
profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e
perspectivas concorrentes a respeito.

5 – O Professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos
recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias
convicções.

6 – O Professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens
anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro
da sala de aula.


Um comentário

  1. Maquiavel
    sexta-feira, 11 de agosto de 2017 – 14:40 hs

    Se tem o apoio do Bispo Tiago Ferro, do Pastor Osias, do Pastor Ezequias e do Pastor Wolmir, não pode ser um moviemnto sério.

    Com certeza é baderna travestida de coisa séria.

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