Fim dos datilógrafos no Planalto | Fábio Campana

Fim dos datilógrafos no Planalto

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou que cortará 60 mil cargos no governo. Todos estão vagos atualmente, e como ele pretende que continuem assim, disse que sairão de cena, deixarão de existir. Justificou dizendo que são aqueles que “deixaram de ser necessários na administração pública, tendo em vista as novas tecnologias e as mudanças no mundo do trabalho”.
Por incrível que pareça, ainda não há uma lista de quais cargos são estes, apenas o incrível número de 60 mil. É difícil entender como não saber as profissões que não fazem mais sentido na administração atual e mesmo assim saber a quantidade que elas representam ou poderiam representar caso fossem ocupadas.
Numa olhada rápida nos cargos obsoletos, o Ministério destacou: datilógrafo, radiotelegrafista, perfurador digitador e operador de computador. Outras atividades serão terceirizadas por serem “acessórias às funções típicas da administração pública”, como motorista oficial, técnico de secretariado e agente de vigilância.
A decisão não apresenta uma economia de fato, porque como foi dito, os postos não estão sendo ocupados, mas para pegar uma carona na novidade e dourar a pílula, Romera Jucá, líder do governo no Senado, afirmou que a economia com a extinção desses cargos deverá ser entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão.


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