Falhas em tornozeleiras eletrônicas | Fábio Campana

Falhas em tornozeleiras eletrônicas

No país da piada pronta, mais uma para engrossar o anedotário.
Foram detectas falhas no monitoramento de tornozeleiras eletrônicas. O problema ficou conhecido a partir do dispositivo do ex-médico Roger Abdelmassih. Desde que foi para casa, com o penduricalho preso ao tornozelo, começaram as questões.
O sinal indicava que Abdelmassih estaria distante do apartamento e se locomovendo em alta velocidade. As forças de segurança se preparavam para tentar recapturar o preso, aí os sinais indicavam que ele estava de volta.
O problema, chamado de saltos de sinais, já é conhecido dos operadores do monitoramento.
No caso do ex-médico, foram tantos alertas de violação que os setores de inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária já não conseguiam garantir se o preso – que tem histórico de fuga – estava ou não em seu apartamento. Diante da situação, o governo paulista cobrou uma explicação e uma solução.
A empresa, acredite, informou que a tecnologia utilizada nos aparelhos não era eficiente quando se tratava de locais fechados; tinha imprecisões na captura de posições e a única solução seria colocar no apartamento de Abdelmassih um roteador especial, “um módulo de monitoramento residencial continuado”.
A resposta deixou incrédulos técnicos do governo porque, ao que se percebe, para garantir o funcionamento ideal, seria necessário um roteador para os outros cerca de sete mil detentos, o que é tecnicamente inviável.
E agora?


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