Dilma e FHC arrolados como testemunhas de defesa de Lula | Fábio Campana

Dilma e FHC arrolados como testemunhas de defesa de Lula

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu como testemunhas de defesa no inquérito sobre o sítio de Atibaia os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff, além de senadores e deputados federais. No total, foram arroladas 59 testemunhas e os advogados alegam que a denúncia deve ser anulada pelo juiz Sergio Moro, já que a força-tarefa da Lava-Jato afirma que ainda está em investigação a real propriedade do sítio e, ao mesmo tempo, afirma que Lula é o real proprietário. Nesta quinta-feira, os advogados de Lula apresentaram a defesa prévia para a ação, que foi recebida pela Justiça Federal no início deste mês. As informações são d’O Globo.

Na denúncia, o Ministério Público Federal acusa Lula de ter recebido vantagens indevidas das empreiteiras OAS e Odebrecht por meio de obras e decoração no sítio de Atibaia – R$ 700 mil relativos à Odebrecht e R$ 128,1 mil da OAS. Para a defesa de Lula, os procuradores disseram que a Odebrecht usou dinheiro do Setor de Operações Estruturadas, conhecido como departamento de propina da empreiteira, mas não conseguiu mostrar o caminho do dinheiro. O MPF alega que não tem as informações dos sistemas usados pela empresa – Dorusys e My Web Day -, mas os advogados de Lula afirmam que executivos da própria empreiteira disseram que o sistema continuou intacto, pois tinha uma cópia na Suíça. E lembram que reportagens da imprensa também falaram que o sistema havia sido repassado à Lava-Jato por autoridades suíças.

A defesa pede ainda que, caso não seja anulada, a ação deve ser paralisada à espera das investigações sobre a propriedade do sítio e as que estão em curso no Supremo Tribunal Federal sobre envolvimento do ex-presidente Lula no acordo entre partidos políticos – uma suposta organização criminosa que resultou no esquema de corrupção na Petrobras.

Entre as testemunhas de defesa estão também Jonas Leite Suassuna Filho, dono de uma das áreas que compõem o chamado sítio de Atibaia – e Jacó Bittar, amigo de longa data de Lula e pai de Fernando Bittar, que é dono da outra metade da propriedade. O sítio de Atibaia tem duas escrituras – uma em nome de Suassuna Filho e outra em nome de Fernando Bittar. A casa do sítio fica na área de Bittar e foi ela que recebeu as reformas feitas pelas empreiteiras, destinadas a melhorar as acomodações para a família do ex-presidente Lula. A defesa de Lula diz que o sítio foi emprestado pela família Bittar, já que as duas famílias são amigas há 50 anos.


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