Despesas obrigatórias, receitas imaginárias | Fábio Campana

Despesas obrigatórias,
receitas imaginárias

De José Nêumanne:

O governo Temer pedirá autorização ao Congresso para elevar o déficit das contas públicas de 2017 em R$ 20 bilhões, passando de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões e de 2018 em R$ 30 bilhões, além dos R$ 128 bilhões previstos. Assim, produzirá um rombo acumulado de R$ 477,5 bilhões em três anos (o correspondente a 7,6% de todas as riquezas produzidas pelo Brasil em 2016). O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que houve frustração de arrecadação. Valeu a velha lei de sempre contar com o ovo no fiofó da galinha. As despesas são obrigatórias, as receitas são imaginárias. É pior do que aumentar impostos, apesar de o contribuinte sentir menos porque o efeito deletério negativo se transforma em desemprego e mais crise.


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