Desembargador todo enrolado e peladão | Fábio Campana

Desembargador todo enrolado e peladão

Lembra da notícia do desembargador que foi acusado durante um julgamento de pedir propina, sendo xingado de safado, vagabundo e outras coisas? Pois então, parece que ele não sairá tão cedo de cena.
Eduardo Gallo de Mattos, desembargador da 1.ª Câmara Civil de Santa Catarina, é investigado por violência contra a ex-mulher, Liliane Mello, e foi alvo de boletim de ocorrência por tentar agredir uma outra mulher, em uma briga de trânsito em Florianópolis.
Para se defender das acusações da ex-mulher, ele compartilhou em suas redes sociais um vídeo em que aparece peladão diante do espelho, e alega ter sido agredido.


Do Estadão:
O Boletim de Ocorrência feito pela ex-mulher:

“Relata a vitima que está morando com o autor em torno de dois anos, que autor é agressivo, neste periodo muitas vezes lhe deixou trancada no apto onde moram, que é de sua propriedade, geralmente pega em seu braço e sacode seu corpo, fala várias palavras de baixo calão, que na data acima mais uma vez pegou em seus braços, balançava seu corpo, que está com lesão nos dois braços, e um galo na cabeça, pois o autor ao pegar em seu braço, e lhe empurrar bateu com sua cabeça em uma mesa de mármore, que estas agressões de segurar seu braço é em decorrência de sua agressividade, ao tentar a vitima fugir do apto para pedir socorro, que neste ultimo fato só conseguiu sair da casa hoje pela manhã, que este fato de lhe agredir pegando seu braço aconteceu ontem em torno de vinte e uma hora, que neste ultimo fato entraram em vias de fato e o autor esta lesionado também, pela tentativa da vitima tentar se livrar do agressor”, consta no Boletim de Ocorrência.

A suposta agressão à ex-mulher continua sob investigação. Liliane também moveu uma ação de danos morais contra o juiz. Gallo compartilhou, em suas redes sociais, um vídeo em que aparece nu, diante do espelho, e alega ter sido agredido.

O caso foi encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça. Segundo os autos do processo, ‘após discussão com sua companheira, gravou imagens feitas com celular, nu, defronte ao espelho, em registro às supostas agressões sofridas’. “Não bastasse, compartilhou o vídeo com terceiros”.

A Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina anexou documentos da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso da Capital. De acordo com o relator do caso, João Otávio Noronha, ‘Uma vez que os fatos apresentam indícios de prática pelo reclamado de suposto crime de lesão corporal, foi reaberta a reclamação disciplinar em comento e o reclamado cientificado para prestar novos esclarecimento’. O caso aguarda decisão do CNJ.

Em boletim de ocorrência registrado também na 6.ª Delegacia de Polícia de Florianópolis, o desembargador é acusado de agredir uma mulher após um acidente de trânsito na capital catarinense.

A mulher que o denunciou à Polícia Civil alegou, em agosto de 2016, que estava na Avenida Mauro Ramos, em Florianópolis, quando e, com o semáforo fechado, parou em frente ao carro do desembargador, que teria acelerado e batido em seu veículo.

Ela afirmou às autoridades que avisou ao desembargador que bateu em seu carro ‘ao tempo em que este respondeu: “Tá e daí!, não suporto esse povinho atravessando na minha frente” e, “E eu sou desembargador, pra mim não dá nada!”.

A mulher ainda afirmou à Polícia Civil que começou a tirar fotos do veículo do juiz e que o desembargador desceu do carro dizendo: “Toma cuidado que eu sei onde te achar”.

A autora do boletim de ocorrência conclui afirmando que o juiz ‘desceu de seu veículo descontrolado, começou a socar o carro’ dela; ‘que o vidro do veículo estava entreaberto; que Eduardo tentava alcançar o pescoço’ dela ‘através do vidro’.

A mulher apontou testemunhas no Boletim de Ocorrência. Segundo ela, populares interviram na situação e afastaram o desembargador, que fugiu antes da polícia militar, acionada, chegar ao local.

O caso foi arquivado pelo Conselho Nacional de Justiça ‘diante da inexistência de indícios de violação específica de dever funcional por parte do magistrado reclamado’.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO NILTON JOÃO DE MACEDO MACHADO, QUE DEFENDE O DESEMBARGADOR EDUARDO GALLO

O advogado Nilton João de Macedo Machado reiterou que a ação sobre a suposta briga de trânsito foi arquivada no CNJ.

Segundo o defensor, após a briga envolvendo a ex-mulher, o magistrado teria ligado para ele e dito que apanhou da ex-mulher.

O caso teria ocorrido em um fim de semana de carnaval, quando o Instituto de Perícia do Estado estava fechado, e, por isso, o advogado relata ter aconselhado seu cliente a gravar um vídeo em função de sua defesa, já que a Liliane o acusara de agressões. Segundo o defensor, Gallo, que não tinha a intenção de publicar as imagens, acabou repassando o vídeo a um amigo, que o divulgou nas redes sociais.

Ainda de acordo com o defensor, o juiz teve uma costela quebrada, além de hematomas, segundo teria atestado posteriormente o Instituto de Perícia de Santa Catarina.

A respeito das acusações do advogado Felisberto Odilon, o defensor afirmou que ele não apresentou provas do que afirmou no Tribunal.


9 comentários

  1. Carlos
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 10:28 hs

    Como diria o Capitão Nascimento: ‘PEDE PARA SAIR!!!”

  2. Chupisco
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 10:36 hs

    Precisava mostrar a bunda ?

  3. terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 10:43 hs

    “Machão de cozinha. Se esconde atrás da toga. Covarde…” – Profº Celso Bonfim

  4. terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 11:19 hs

    Apanhou pouco..precisava levar uma tunda de soiteira de tento cru para ficar com o lombo brasino e não se meter a macho de cabaré.

  5. Tayco
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 11:35 hs

    KKK…. Parece que tomou uns tragos além da conta.
    Bem idiota. Desembarca loke!

  6. Doutor Prolegômeno
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 12:09 hs

    E a dignidade e o decoro onde foram parar?

  7. Rock
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 13:57 hs

    Esta sim tragueado mas é como já disse no outro post esses juízes e desembargadores estão fazendo seus cargos perderem o respeito diante da população que tanto os respeitavam nos anos 70 80 e 90 e hoje os fazem de chacota pelas besteiras que temam em repetirem todo dia tem novidades nessa classe e olhe que na grande maioria negativa.

  8. Jotinha
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 18:03 hs

    Deve ter apanhado na ZBM kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    e vem acusar a ex …
    Mas se o advogado conseguir provas lá, vai dar um jeito nele, a OAB está apoiando o advogado, porque se deiar para o Tribunal tão querendo arrumar pra cabeça do advogado, a OAB já se contrapos.

  9. Luiz Antonio
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 21:27 hs

    Quando falta o decoro, esta turma recebe como punição a “aposentadoria compulsória”.

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