Delator da Lava Jato paulista cita propina para Gleisi e Paulo Bernardo | Fábio Campana

Delator da Lava Jato paulista cita propina para Gleisi e Paulo Bernardo

Marcelo Andrade

O administrador Marcelo Maran, investigado na Operação Custo Brasil por suspeita de participar de um esquema de desvio de dinheiro em contratos de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento, assinou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília.

Maran era o encarregado da contabilidade do escritório de advocacia de Guilherme Gonçalves, apontado como o responsável por repasses ilegais destinados a campanhas e despesas pessoais da senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT, e Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento, seu marido. Ambos são réus na Operação Lava Jato.
A reportagem apurou que Maran descreveu aos procuradores o que seria o caminho da propina para a senadora e o ex-ministro.

Desde abril Maran trabalha junto com os procuradores decifrando o conteúdo de planilhas, documentos e manuscritos apreendidos no escritório de Gonçalves. Maran apontou quais notas fiscais arquivadas haviam sido forjadas para justificar despesas das campanhas de Gleisi e Paulo Bernardo. Também indicou o destino de dinheiro vivo que teria sido sacado na boca do caixa.
Segundo uma pessoa envolvida com o acordo, os depoimentos do delator, gravados em vídeo, corroboram as acusações feitas pela Procuradoria contra os petistas.

Além do dinheiro que teria sido desviado dos contratos de crédito consignado, o delator também falou sobre corrupção envolvendo empresas de transporte público do Paraná.
A reportagem apurou que na delação de Maran são citados outros agentes públicos e políticos que também teriam utilizado o escritório de Gonçalves para repasse de dinheiro ilegal e não haviam aparecido na investigação da Custo Brasil por não terem relação com contratos de crédito consignado.
Prisão
A Custo Brasil é um desdobramento da Operação Lava Jato. O acordo firmado pelo administrador com o Ministério Público Federal aguarda a homologação do ministro José Antonio Dias Toffoli, relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Marcelo Maran foi preso em 15 de agosto de 2016, acusado de coagir testemunhas. Saiu da cadeia em dezembro, graças a uma decisão da 11.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, que lhe concedeu um habeas corpus. Ele é acusado de participar do esquema de desvios em empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento.
A Custo Brasil começou no Paraná sob a orientação do juiz federal Sergio Moro. Em 2015, o STF decidiu que só ficariam na Justiça paranaense casos referentes a desvios na Petrobras e enviou a investigação de desvios em contratos de crédito consignado para a Justiça de São Paulo.


5 comentários

  1. Sergio Silvestre
    sexta-feira, 25 de agosto de 2017 – 12:57 hs

    Sempre a mesma coisa para parecer que é muita coisa,mas e o Ratinho hein,com toda grana do Pai e ainda mete a mão no jarro;

  2. TADEU ROCHA
    sexta-feira, 25 de agosto de 2017 – 13:13 hs

    ESSA SENADORA JÁ DEVERIA ESTA PRESA A MUITO TEMPO , ESTAO ESPERANDO O QUE, ISSO É VERGONHA,

  3. Juca
    sexta-feira, 25 de agosto de 2017 – 13:17 hs

    SS Calça Frouxa, fala do Ratinho mas idêntica situação é a sua. Lula, Dilma, Gleisi, Paulo Bernardo etc só com milhões de reais e você só na mortadela de 2ª.

  4. valdir bassai
    sexta-feira, 25 de agosto de 2017 – 15:20 hs

    Como é babaca esse cidadão que defende a gleise e a ptzada.
    Sanatório não resolve a doença do bunda tatuada.

  5. Político.
    sexta-feira, 25 de agosto de 2017 – 18:25 hs

    “…. aguarda a homologação do ministro José Antonio Dias Toffoli, relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF)”
    Este é o problema. Pelo menos, neste processo, acho que Gleisi e Bernardo, escaparam. Vamos aguardar os próximos capítulos desta novela.

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