'Crise é porque o impeachment foi pela metade', diz Alvaro Dias | Fábio Campana

‘Crise é porque o impeachment foi pela metade’, diz Alvaro Dias

No dia em que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) completa um ano, o senador Alvaro Dias, pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, disse que a crise política permanece e, até, se agrava no Brasil, porque o impeachment foi pela metade. O senador foi o palestrante da noite desta quinta-feira, do seminário Panorama Jurídico promovido pelo Tribunal de Justiça do Paraná

“Estamos vivendo essa tragédia política, uma crise histórica, sobretudo porque o impeachment ocorreu pela metade. Na época eu defendi que o impeachment ocorresse também sobre o vice-presidente. Daí, teríamos uma nova eleição e estaríamos vivendo, de fato, um novo momento. O governo Temer é a extensão do governo Dilma, com o mesmo sistema. E sem eliminar esse sistema, não há como sair da crise”, disse o senador. As informações são do Paraná Portal – UOL.

Alvaro citou que a situação se agravou por conta do adesismo fácil dos partidos que faziam oposição a Dilma ao governo Temer. “Manadas de políticos, buscando a sombra do poder para se beneficiar dos favores do governo fizeram com que o governo Temer, como o mesmo sistema promíscuo do governo Dilma, tenha uma base parlamentar ainda maior”, avaliou.

Dias afirmou, no entanto que o tempo para a renúncia ou a cassação de Temer passou. E que, agora, o melhor é aguardar o final de seu governo. “Agora, temos que nos conformar. É um governo tapa-buraco, temos que aguardar o seu final, eleger um novo presidente para que realmente o país possa retomar os trilhos do desenvolvimento”

Reforma Política

O senador também avaliou a proposta de reforma política que patina na Câmara e não consegue consenso para ser votada. “Na verdade não há uma reforma política o que há é a tentativa de uma acomodação na legislação eleitoral visando o pleito do próximo ano para favorecer a eleição daqueles que já são parlamentares. É a legislação em causa própria, que não tem como dar certo.A reforma política ficará para depois, somente se elegermos um presidente com força e coragem”, disse. Alvaro avalia, no entanto que a cláusula de barreira e a proibição das coligações poderiam ser aprovadas ainda este ano e já valer para 2018.

“O que espanta é o financiamento público. Um fundo eleitoral deste tamanho que estão falando, num momento de crise que o Brasil vem atravessando. No mundo todo, recursos públicos financiam o processo eleitoral, mas neste momento, no Brasil, falar em financiamento público de campanha é um escárnio, porque a população está vivendo dificuldades incríveis e o governo fala em tirar mais da população”, conclui.


8 comentários

  1. Djair
    quinta-feira, 31 de agosto de 2017 – 22:31 hs

    O senador falou o óbvio, sem que esse senhor que está no cargo de presidente não largar o osso, a situação tende a ficar pior! O TSE agravou a crise não caçando a chapa Dilma/Temer; a srª Dilma chutaram do cargo porque deu pedaladas fiscais, já o srº Michel Temer acusado de corrupção enfiaram a sujeira para debaixo do tapete, assim fica difícil um país estabilizar!

  2. Paraná
    quinta-feira, 31 de agosto de 2017 – 23:31 hs

    Demos um cheque em branco para o Temer vender o BRasil ????? Esse governinho não vai vender nada na bacia das almas, pode tirar o potrinho da chuva, porque nós vamos pro pau !

  3. Político
    sexta-feira, 1 de setembro de 2017 – 8:56 hs

    O que ninguém lembra, é que Álvaro Dias levou Edson Fachin, que é um petista de carteirinha e que apoiou abertamente Dilma, a incapaz, ao STF. Álvaro Dias não tem moral para falar de ninguém. Vejam aqui:
    https://www.youtube.com/watch?v=lXCRWiIkjcs

  4. antonio
    sexta-feira, 1 de setembro de 2017 – 9:56 hs

    Mas quem seria o candidato a presidente, dentre essa caterva que está aí, inclusive o próprio Senador? Ele? Sozinho, que nem apoio do seu partido tinha e que qagora, novamente, cria outro?

  5. Russel
    sexta-feira, 1 de setembro de 2017 – 10:18 hs

    Campeão de votos há décadas, Álvaro Dias parece não ter aprendido muita coisa em matéria de política. Tanto é que agora cai nos braços do irmão, que tão bem serviu ao PT. Mas o inaceitável é que escolha o nome do seu novo partido uma sigla chavista, populista, fascistóide, que hoje escandaliza a Europa. Podemos e seu líder Igrezias aparecem como novidade na política espanhola, mas na verdade com os milhões de dólares financiados por Chávez e Maduro, é só mais paella requentada, onde se pode achar até lagostins franquistas.

  6. OSMAIR
    sexta-feira, 1 de setembro de 2017 – 10:27 hs

    O Senador Álvaro Dias, não têm moral alguma para falar do presidente Michel Temer, pois votou contra a reforma trabalhista, votou contra os 23.000.000 milhões de desempregados, votou a favor da continuidade da cobrança do Contribuição Sindical Obrigatória. Senhor Álvaro Dias, se o Senhor quiser aparecer na mídia demita os 100 assessores que estão lotados em seu gabinete. Álvaro porque o senhor não pegue o exemplo do Senador José Reguffe de Brasília, onde mantêm somente três assessores em seu gabinete. Os irmãos Dias, já ficaram ricos na política, são bananeiras que já deram cachos. Temos notados que ninguém está filiando no novo partido que o Álvaro criou, pois a sua moral está mais baixa do que barriga de cobra. Para terminar no fundo o que o Álvaro quer no final das contas é ficar na mídia para sair candidato à Governador pelo Estado do Paraná e colocar o seu irmão como Secretário da Agricultura.

  7. Valdir bassai
    sexta-feira, 1 de setembro de 2017 – 10:58 hs

    Tem que aproveitar o momento e vender o que puder dessas estatais que são verdadeiros cabides de emprego . privatizar o que for possível.

  8. henry
    sexta-feira, 1 de setembro de 2017 – 13:56 hs

    ANOTEM AÍ, ESTE SENHOR VAI SAIR CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO. PRESIDÊNCIA, É SÓ PARA A MÍDIA LHE DAR UM ESPAÇO MAIOR. PENA QUE O TAL phodemos, QUER DIZER PODEMOS, COM ESTE NOME NÃO AJUDA MUITO.

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