Centrais querem contribuição maior do que imposto cobrado hoje | Fábio Campana

Centrais querem contribuição maior do que imposto cobrado hoje

Brasília – DF, Michel Temer, Ronaldo Nogueira, Ministro do Trabalho e Centrais Sindicais. Foto: Marcos Corrêa/PR

Com a reforma trabalhista o imposto sindical vai deixar de existir em novembro. Mas as centrais sindicais articulam para que contribuição que os trabalhadores dão aos sindicatos aumente com a mudança. O que eles querem, em vez de ter um dia de trabalho descontado todo ano (o correspondente a 4,5% de um salário), é uma contribuição decidida em assembleia, sem um teto estabelecido. Duas das maiores centrais do País, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Força Sindical, defendem que de 6% a 13% de um salário mensal sejam destinados anualmente ao financiamento das entidades, chamada de ‘contribuição por negociação coletiva’.
A medida é apoiada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), UGT e Força – mais ou menos 51,8% dos trabalhadores sindicalizados. A CUT não participa do debate por considerar o governo Temer ilegítimo, mas historicamente manteve posição favorável à criação da contribuição.
O texto da Medida Provisória prometida por Michel Temer não vai indicar percentual para cobrança dos trabalhadores. Mas perceba a ironia, o valor em questão será negociado uma vez por ano durante o reajuste de salário entre patrões e empregados e o resultado do que for acordado valerá para todos os empregados, inclusive os não sindicalizados. O que significa dizer que a contribuição acaba sendo obrigatória: se rolar aumento de salário proposto pelo sindicato, automaticamente o trabalhador contribui, e ponto final.
Pior, a proposta prevê que o quórum mínimo para essas reuniões e decisões se dá com apenas 10% dos trabalhadores representados.
O mundo gira, gira, gira e tudo continuará muito parecido, só um pouquinho mais caro.

Em 2016, o imposto sindical arrecadou R$ 3,53 bilhões. Se a Medida Provisória passar e a contribuição for de 13% de desconto do salário, o valor poderá saltar para R$ 10,2 bilhões.


10 comentários

  1. terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 10:22 hs

    Precisamos nos livrar desse câncer chamado sindicalismo. Não vou dar meu voto para o deputado FDP que votar a favor desse ‘estupro coletivo’ que estão querendo fazer. PQP. A Lei de Murphy provando que nada está tão ruim que não possa piorar. A Teoria Elementar do Caos. Maquiavel dizia que ATÉ NA DESORDEM DEVE HAVER UM POUCO DE ORDEM. Estamos todos fu…Entro na justiça contra isso!… Esse bando de carcará sanguinolento não pode fazer isso com quem já não tem quase nada. Querem tirar o pouco que temos? Esses vendidos da base governista que se acertem com as urnas. #TOTALMENTEINDIGNADOEREVOLTADO…” – Profº Celso Bonfim

  2. JUSTICEIRO
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 10:23 hs

    Houve fim do imposto sindical .Muito bem. Ocorre que que os sindicatos nunca foram obrigados a prestar contas da fabulosa fortuna que arrecadavam anualmente com o imposto obrigatório. Isso sem falar na arrecadação mensal dos contribuintes associados que continua existir, ou seja, nunca precisaram demonstrar o que sempre fizeram e que ainda fazem com o dinheiro dos trabalhadores. O mesmo acontece com os sindicatos patronais. A simples aprovação das contas em Assembleia Geral, sem qualquer conferência minuciosa nunca deveria ser válida. Daí a razão da grande proliferação de sindicatos que hoje existe em todo o Brasil. Urge a necessidade de medidas disciplinadoras nesse sentido prevendo, inclusive, penalidades PENAIS, Por isso tem que estar previsto em lei. Com tais medidas os sindicatos deixariam de se bom negócio para os maus sindicalistas.

  3. CAÇADOR DE VERMES PETISTAS
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 10:39 hs

    É o fim da manutenção destes desordeiros, quadrilheiros e vagabundos. Nos Estados Unidos tem 5 ou 6 Sindicatos que realmente representam as classes mas aqui, temos mais de 5 mil vagabundos a Serviço do PT e MST. Demorou pra acabar com esta pilantragem. O cidadão ter que trabalhar 01 dia por ano somente pra sustentar as mordomias destes vermes é uma baita sacanagem.

    pro inferno.

  4. CAÇADOR DE VERMES PETISTAS
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 10:40 hs

    E mais, tem que ver se os trabalhadores concordam em pagar pra estes vagabundos. Tem que ter o livre arbítrio do sim ou não.

  5. Veredito
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 11:42 hs

    Uma sugestão aos sindicalistas e políticos favoráveis a estes. Façam uma consulta pública, uma espécie de plebiscito para saber a opinião dos trabalhadores. Quem vença o melhor e ponto final. Será que eles têm coragem para tanto?

  6. Do Interior. ...
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 12:09 hs

    Era só o que faltava. Aumento para bandidos. Esse país não é sério.

  7. EUDENOVO
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 15:26 hs

    Pagar mensalidades ao sindicrime.É disso que estão tratando.Já basta o roubo institucionalizado também chamado de impostos que engole o equivalente a cinco meses de salário em um ano.Como o governo e essas quadrilhas são a mesma coisa,isso não basta,querem tirar mais,até que não sobre nem para a subsistencia,e é nesse ponto que governo e quadrilhas sindicais se encontram,roubam de todos os lados,fingem brigar e fazem festa juntos.

  8. Rr
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 15:41 hs

    Tem que eliminar essa corja de bandidos.

  9. Roberto Oliveira
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 16:34 hs

    Só quero ver até quando vamos aguentar tudo isso!!! Até quando vamos sustentar essa corja que só quer mamar e viver às custas do trabalhador. Não acredito mais nesse País que se diz democrático mais aprisiona seu povo numa infindável malha de tributos, taxas e contribuições que só servem para sustentar os interesses de poucos. Agora falam também em aumentar o imposto de renda para 35%…quem quer ficar nesse País?? Estamos a um passo do fim…

  10. Luiz Antonio
    terça-feira, 8 de agosto de 2017 – 21:29 hs

    Vamos de novo pra rua, impedir este roubo.

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