Câmara rejeita financiamento público e Senado rejeita financiamento privado | Fábio Campana

Câmara rejeita financiamento público e Senado rejeita financiamento privado

Maia indica impasse para aprovação de financiamento de campanha

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, indicou hoje que o mais provável é que a Câmara rejeite o financiamento público de campanhas e que o Senado rejeite a proposta de financiamento empresarial.
Ele afirmou que a proposta de criar um fundo público para financiar campanhas eleitorais não teria passado se tivesse sido colocada em votação na última sessão do plenário. “Se fosse votar ontem, certamente o fundo teria caído por completo”. Na tentativa de votação de ontem, os deputados fatiaram a proposta e aprovaram a retirada do percentual de 0,5% do fundo, deixando o restante para ser apreciado na próxima semana. Maia sinalizou que, mesmo com o adiamento da votação, o financiamento público terá dificuldades para passar no plenário.
Em paralelo, o Senado discute outra proposta que visa resgatar o financiamento de campanha por pessoa jurídica. Mas o presidente da Câmara afirmou que não acredita que a proposta avance, pois tanto o PSDB, quanto o PMDB, partidos que detêm as maiores bancadas no Senado, adiantaram que são contra a medida.
Diante do impasse, ele acha que a próxima eleição será financiada exclusivamente pelos recursos do Fundo Partidário, que dispõe de cerca de R$ 800 milhões, apesar de não considerar que o valor seja suficiente.

Sabe-se lá por qual motivo, ele ironizou numa fala que pode representar a melhor maneira de fazer campanha e talvez a que tenha mais aprovação popular: “Se os deputados dizem que não precisam do fundo e o Senado não quer votar o financiamento privado, então vamos à eleição com o que a gente tem. Acho que vai ser uma boa experiência, poucos recursos pra muitas eleições, acho que todo mundo vai ter que comprar um bom celular, com boa definição de imagem, contratar um cinegrafista amador e cada um fazer sua campanha de televisão, principalmente os candidatos majoritários. Acho que vai ser mais natural, mais próximo das pessoas do que essas campanhas milionárias”.

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)


Um comentário

  1. Djair
    quinta-feira, 24 de agosto de 2017 – 13:25 hs

    Essa quadrilha de deputados, senadores e assemelhados deveriam se unir e se enforcarem, fariam um grande favor a nação brasileira!

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