Temer busca agenda positiva para evitar debandada na base | Fábio Campana

Temer busca agenda positiva para evitar debandada na base

Depois da vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o presidente Michel Temer vai tentar manter uma agenda de articulações e anúncios nas duas semanas de recesso para evitar debandada na base. Temer pediu aos ministros que façam levantamentos de programas e medidas que podem ser anunciadas.

A ideia, segundo uma fonte, é encontrar agendas que permitam que os deputados retornem no dia 2 de agosto com discurso de defesa do governo. As informações são da Veja/Estadão.

O presidente orientou que a equipe econômica busque medidas que ativem a microeconomia. Nesta semana, o presidente conseguiu anunciar uma série de medidas e fez diversos eventos no Palácio do Planalto. Em seus discursos, Temer usou mais de uma vez o bordão: “Enquanto alguns protestam, a caravana passa, e a caravana está passando”. Auxiliares afirmam que é com esse mote e reforçando a ideia de que o “Brasil não pode parar” que o presidente vai tentar reunir forças para continuar com o apoio da base.

Dissidência
Os partidos que formam o Centrão – PP, PR, PRB, PSD e PTB – conseguiram dar 100% de seus votos na CCJ contra a admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que acusa o presidente de corrupção passiva, mas dificilmente o mesmo cenário se repetirá no plenário da Câmara. Os aliados do governo admitem focos de resistência em suas bancadas para votar a favor, até mesmo no PMDB, mas esperam que a dissidência seja mínima na votação que definirá o futuro de Temer.

A oposição reconhece que ainda não tem os 342 votos necessários para aprovar a admissão da denúncia em plenário, mas aposta na ampliação dos dissidentes nos próximos dias. A expectativa é de que as possíveis delações do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do corretor Lúcio Funaro tragam fatos novos e capazes de abalar a base governista. Os oposicionistas esperam também pela pressão das bases eleitorais sobre os parlamentares durante o recesso, que termina no dia 1.º de agosto.

A tramitação da denúncia na Câmara também estremeceu a relação entre Temer e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que até então se comportava como um líder do governo. Nos últimos dias, ministros do Planalto tentaram arrefecer o incômodo elogiando publicamente a postura de Maia para evitar novos atritos.


3 comentários

  1. NA CORDA BAMBA
    domingo, 16 de julho de 2017 – 10:20 hs

    A debandada geral do governo Temer já começou antes da CCJ.
    O país está em frangalhos e o governo só tem um tubinho de Su-
    perBonder para tapar o buraco gigante que o seu governo implantou.
    Mesmo com esta missão impossível eu acredito que este governo
    vai chegar até outubro de 2018 e se ocorresse o impeachment, os
    candidatos que sobraram não valem um grão de feijão podre…

  2. JÁ ERA...
    domingo, 16 de julho de 2017 – 15:12 hs

    Por mais que o Temer se esforce, a sua agenda será sempre nega-
    tiva. Jamais o seu índice de aprovação será maior do que 2%. Por-
    tanto:- renuncia já !!!

  3. Jotinha
    segunda-feira, 17 de julho de 2017 – 11:19 hs

    A porcentagem de índice de aprovação não quer dizer muita coisa, depende agora do Congresso pra se manter no Governo; Eu acho que ainda tem condições de fazer uma boa passagem de Governo, porque fazer eleição agora só piora a situação, mesmo que indireta, os adversários ficam falando, falando, mas na verdade nem eles querem, o que querem é usar como palanque; talvez o Maia, que não vale o feijao que come, é pior que o Temer, ele e o pai dele talvez até queira ficar no lugar.

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