TCE começa auditoria nas universidades estaduais | Fábio Campana

TCE começa auditoria nas universidades estaduais

O TCE começa nesta segunda-feira, 3, a auditoria que vai apurar os gastos nas universidades estaduais. Na sexta-feira, o tribunal esclareceu a metodologia que foi utilizada para apontar o custo preliminar por aluno. Esse cálculo apontou que um aluno formado pelas universidades custa, em média, em torno de R$ 9 mil mensais. Com informações do Diário do Noroeste.

Segundo o coordenador de Fiscalização do TCE, Mauro Munhoz, o cálculo tem como base o orçamento das universidades, considerando-se os gastos com as funções orçamentária e de ensino, sem os custos dos hospitais universitários.

Apurou-se o custo mensal por aluno formado nos cursos regulares, de ensino a distância e de pós-graduação, tendo por base os valores liquidados em 2016.“Os dados consideram a saída dos alunos formados, não os matriculados. A formação é o resultado final do processo, quando a sociedade recebe um novo profissional para atuar no mercado de trabalho”, explicou Munhoz.

Ele adianta que as ações rotineiras de fiscalização do TCE vêm apontando uma grande evasão em diversos cursos, o que pode ser um dos fatores que elevam o custo por aluno. “Temos informações de que há cursos que são iniciados com turmas de 40 ou mais alunos, mas concluídos por cinco ou até dois alunos, embora continuem dispondo de toda a infraestrutura inicial”, acrescentou.

O coordenador-geral de Fiscalização enfatiza que o objetivo da auditoria é apurar a eficiência do gasto público nas universidades estaduais. “Nessa auditoria, o TCE não questiona a autonomia das universidades dentro de seu orçamento. O que precisamos saber é se os números retirados do orçamento das universidades sobre o custo do aluno formado são verdadeiros e se as pesquisas executadas pelas instituições apresentaram resultados efetivos para a comunidade. Enfim, se o dinheiro público está sendo bem empregado.”

Executada por seis servidores, de três unidades do TCE, a auditoria será iniciada nesta segunda-feira, 3. O prazo final de entrega do relatório da auditoria é o dia 19 de dezembro. Os trabalhos serão realizados na UEL, UEM, UEPG, Unioeste, Unicentro e Unespar.


5 comentários

  1. eleitor desmemoriado
    segunda-feira, 3 de julho de 2017 – 14:56 hs

    Meu Deus do céu, se tal fato se comprovar e, espero que não, caberá então ao Estado fechar todas as universidades estaduais, remanejar os servidores estáveis para outros órgãos da administração pública. E pagar para os alunos destas universidades estudarem em universidades privadas. O bolso do povo agradecerá.

  2. segunda-feira, 3 de julho de 2017 – 15:45 hs

    “Até que enfim resolveram abrir essa ‘CAIXA PRETA’ ou não seria ‘CAIXA DE PANDORA’ das Universidades estaduais? Muita água rolará sobre essa ponte. Os contribuintes exigem no ‘MÍNIMO TRANSPARÊNCIA’. O TCE deve isso a sociedade e àqueles que são a base da pirâmide social dos funcionalismo público estadual. Esses sim a muito tempo já estão dando sua cota de sacrifício pelo bem das finanças públicas do estado. Chega desses nababos, marajás , nobres, sangues azuis, alto clero dos funcionários públicos no Paraná…” – Profº Celso Bonfim

  3. jaferrer
    segunda-feira, 3 de julho de 2017 – 16:57 hs

    Ou seja, a metodologia furada adotada pelo TCE foi vendida pela mídia sensacionalista como custo total dos alunos. Esse método de análise é totalmente equivocado; considerar apenas os formados e desconsiderar os que ainda estão matriculados é induzir a população a pensar que o orçamento é feito apenas para estes formandos. Os matriculados são atendidos por qual orçamento? A verdade é que o orçamento é para todos e este é o cálculo correto. Na UNIOESTE, por exemplo, não passa de 2470,00 por aluno. A evasão também é grande, mas não é culpa das instituições e nem pode ser motivo para diminuir o orçamento. Os números variam de acordo com as circunstâncias econômicas do momento.

  4. zani
    segunda-feira, 3 de julho de 2017 – 17:16 hs

    É claro, como em qualquer orgão publico, que existe exageros nos gastos tanto do pessoal como no de custeio.
    Mas pergunto: Quem autorizou os quadro de carreira, reajustes abusivos, progressões, promoções e beneficios exagerados?
    Ora, foi o proprio governo, desde Alvaro, Requião,Lerner, Richa quem autorizou, pior, ainda lembrando que as Universidades tem eleições diretas para reitor, onde prometem o mundo e o fundo ao pequeno numero de eleitores depois tem que cumprir.
    Lembro que antes do governo Dias, as Universidades eram Fundações, eram apenas três, Londrina, Maringá e PP, depois viraram sete, transformando em autarquias e gratuitas, e transformaram o monstro que são agora.

  5. terça-feira, 4 de julho de 2017 – 10:56 hs

    “PRIVATIZA TUDO. Ou… Transfere para a união. Afinal a obrigatoriedade de disponibilizar cursos superiores é dela. Não dos estados. E se livra definitivamente desse abacaxi. Essas instituições não passam de elefantes brancos que sangram os recursos do Paraná. Sem a contrapartida que ‘DEVERIA HAVER e NUNCA HOUVE’. Simples assim. Gasta esses recursos com aquilo que realmente é função institucional e legal do estado. Esses reitores querem mandar mais que o governador e se sobrepor a lei. Se acham o ‘ALTO CLERO’ da administração pública estadual. NÃO SÃO! Salários de marajás. Ganham mais que o governador. Isso é uma afronta aos outros funcionários públicos do estado. Governador acabe com esse ‘TREM DA ALEGRIA’…” – Profº Celso Boinfim

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