Ney e vereadores do PSD pedem retirada do 'pacotaço de impostos' | Fábio Campana

Ney e vereadores do PSD pedem retirada do ‘pacotaço de impostos’

Após ouvir as entidades que representam os profissionais que serão afetados pela proposta de aumento de impostos que a prefeitura enviou a Câmara Municipal de Curitiba, o deputado Ney Leprevost e os vereadores Felipe Braga Cortes e professor Euler, do PSD, estão pedindo que o prefeito Rafael Greca retire o “pacotaço”.

“Se esta insanidade for aprovada, o resultado pode ser, ao contrário do esperado, a perda de arrecadação, pois muitos profissionais vão migrar para a Região Metropolitana. Situação que comprometerá ainda mais as finanças de Curitiba. Este ‘pacotaço’ já prejudicou os servidores municipais e agora vai onerar os profissionais liberais e empresários”, disse Ney Leprevost.

A nova política fiscal do município de Curitiba, chamada popularmente de “Pacotaço do Greca”, que tem votação prevista para o mês de agosto na Câmara Municipal, se for aprovada, vai prejudicar uma grande variedade de profissionais liberais e de empresas que estão qualificadas no regime de sociedade simples com aumento generalizado de impostos.

Médicos, advogados, administradores, geólogos, biólogos, dentistas, enfermeiros, economistas, engenheiros, arquitetos, médicos veterinários, agrônomos, contadores, técnicos em contabilidade, agentes de propriedade industrial, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, jornalistas, psicólogos, psicanalistas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, protéticos e urbanistas estão entre os profissionais que serão afetados com a nova proposta, que consiste em alterar a forma de cobrança do tributo municipal ISS (Imposto Sobre Serviços).

De acordo com a proposta do prefeito, a tributação passará a ser feita sobre o faturamento e, não mais através de um valor fixo por ano, como é feita atualmente.

Hoje, um profissional com diploma superior desembolsa o valor R$ 1.133,50 por ano referente ao pagamento do ISS fixo, isso independente do faturamento.

Com a nova proposta, considerando a alíquota de 5% do ISS, esse profissional, por exemplo, se tiver um faturamento de R$ 100.000,00 em um ano, vai desembolsar o valor de R$ 4.999,99 por ano, ou seja, um aumento de R$ 3.866,49, o que equivale a 241% se comparado com o valor fixo cobrado atualmente.

De acordo com parecer da própria Procuradoria Jurídica da Câmara de Vereadores: “a proposta do Município de Curitiba tenta eliminar ou, quando menos, restringir, o regime de tributação fixa do ISS, instituído pela legislação complementar nacional”.


7 comentários

  1. Alex
    segunda-feira, 31 de julho de 2017 – 22:30 hs

    Ainda bem que alguém defende o interesse público . Mete bronca, seu Ney !

  2. Janette
    segunda-feira, 31 de julho de 2017 – 22:32 hs

    Ninguém aguenta mais pagar tantos impostos. Ainda bem que ainda existe alguém pra nos defender .

  3. antonio
    terça-feira, 1 de agosto de 2017 – 8:58 hs

    Quando esse cidadão soube que o Prefeito ia se reunir com a classe de profissionais liberais que foram pedir e já tinha conseguido a alteração do imposto, mandou requerimento sobre o assunto para ganhar méritos. Só aproveitador por aqui.

  4. Carlos
    terça-feira, 1 de agosto de 2017 – 9:41 hs

    Demagogo!

  5. Jonas Guimarães
    terça-feira, 1 de agosto de 2017 – 11:47 hs

    O deputado Ney Leprevost já havia se reunindo com a classe dos prestadores de serviços muito tempo atrás, perto de uns 15 dias antes. Foi por causa disso que o líder do governo na Câmara Municipal retirou o projeto, pois a mobilização que o Ney Leprevost organizou foi muito grande e assustou os urubus sedentos de mais verba

  6. Azedo
    terça-feira, 1 de agosto de 2017 – 12:13 hs

    Não se preocupe, Ney, é só pra quem tem diploma de curso superior…

  7. Maquiavel
    terça-feira, 1 de agosto de 2017 – 12:44 hs

    Grande atitude do próximo senador pelo Paraná…é assim que se faz política: com liderança e humildade…

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