MPF critica decisão de Moro | Fábio Campana

MPF critica decisão de Moro

Foto: Lula Marques / AGPT

Da revista Época:

Num documento de 57 páginas, assinado pelos 13 integrantes da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, incluindo Deltan Dallagnol, o Ministério Público Federal recorreu ontem da sentença do juiz Sergio Moro no processo que tem como réus, entre outros, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo. Cabral foi condenado a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto Adriana Ancelmo foi absolvida da acusação de ter cometido os mesmos tipos penais. O caso envolve repasse de propina ao ex-governador pela empreiteira Andrade Gutierrez.
Numa crítica direta à sentença de Moro, os procuradores da República argumentaram que, para ser um país livre de corrupção, “este deve ser um crime de alto risco e firme punição, o que depende de uma atuação consistente do Poder Judiciário nesse sentido, afastando a timidez judiciária na aplicação das penas quando julgados casos que merecem punição significativa, como este ora analisado”.

Em relação à ex-primeira-dama fluminense, os representantes do MPF pedem que a absolvição seja reconsiderada porque Adriana Ancelmo recebeu em nome de Sérgio Cabral parte dos valores pagos pela Andrade Gutierrez a título de propina, com total ciência da origem ilegal dos valores. “A prova dos autos demonstra cabalmente o envolvimento de Adriana Ancelmo no crime de corrupção passiva. Ainda que a ex-primeira-dama não seja funcionária pública, agiu em comunhão de esforços com o então governador Sérgio Cabral, recebendo em favor deste parte dos valores da vantagem indevida paga pela Andrade Gutierrez”, afirmaram os integrantes da força-tarefa no recurso.

Quanto a Sérgio Cabral, o MPF apresentou argumentos para que sua condenação seja aumentada. De acordo com os procuradores, as ações do ex-governador “foram movidas única e exclusivamente a fim de garantir o recebimento de vantagens indevidas, considerando o elevado poder que detinha por estar no comando do Estado do Rio de Janeiro, ciente da interferência que possuía no âmbito da Petrobras, impactando, assim, os sistemas econômico e político, e vilipendiando a democracia”.


9 comentários

  1. eleitor desmemoriado
    terça-feira, 25 de julho de 2017 – 15:41 hs

    Meu Deus do céu, suas Excelências agora começaram a se achar bem mais do que são, ou deveriam ser. Será este um reflexo do comportamento do chefe agora de saída? Este é outro que adorava um holofote, um microfone pela frente e, fazer acordos de delação premiada que ferrasse com desafetos, políticos ou nem tanto.

  2. CAÇADOR DE VERMES PETISTAS
    terça-feira, 25 de julho de 2017 – 15:55 hs

    Também CONCORDO.
    Acho que pra alguém que cometeu tantos crimes de lesa pátria como cometeu esse verme petista, o Juiz Sergio Moro deveria ter aplicado o rigor da Lei. CADEIA para este marginal era o que a sociedade esperava e não esta condenação vergonhosa. Sabemos e entendemos que se trata de um marginal de alta periculosidade, já temos exemplo concreto no passado mas, faz parte da profissão assim como a do policial que esta nas ruas defendendo o cidadão, correndo o risco de morrer todos os dias. CADEIA, isso que a sociedade espera, ver este lixo atrás das grades.

  3. Roberto Carlos Cassou
    terça-feira, 25 de julho de 2017 – 16:06 hs

    Começou a briga de vaidades.
    Todos querem aparecer bem na foto.

  4. Pirado
    terça-feira, 25 de julho de 2017 – 17:17 hs

    Moro é um gentleman! Apesar de ser xingado dia e noite pela petezada, a começar pelo Jararaca do PT – O Ladrão Condenado, ele sempre pega leve com a quadrilha, esperando que o TRF4 reconstitua a paridade penal!!!

  5. JUNIOR
    terça-feira, 25 de julho de 2017 – 17:25 hs

    Como eu sempre comento, o MP já não se contenta em investigar, acusar, denunciar. Sentem-se no direito de também julgar. Pelo menos é o que demonstra o texto em que, em vez de centrar o recursi em argumentos jurídicos para apontar algum erro, questionam o livre convencimento ( um juiz julga baseado no convencimento que provas juntadas ao processo lhe proporcionem; por mais que lhe pareça o réu culpado, somente o condenará se houver provas robustas no processo) do julgador.
    Pelo jeito, parece que a solução para o nosso Brasil é realizar concurso exclusivamente para promotor e depois lotar o neófito como fiscal, delegado, juiz, auditor etc.; em todas as carreiras que demandam algum tipo de poder de decisão. Aí não existiria mais corrupção; todas as decisões seriam acertadas e não comportariam recurso.

  6. JUNIOR
    terça-feira, 25 de julho de 2017 – 17:27 hs

    Onde está escrito recursi, leia-se recurso.

  7. ANDROID
    terça-feira, 25 de julho de 2017 – 18:29 hs

    – FALA PRO DELTAN DEUSDAGNOL DEVOLVER A VAGA QUE ELE ROUBOU QUANDO FEZ O CONCURSO PARA O MPF, E ENTRO SOB LIMINAR DE SEU PAI SEM PREENCHER OS REQUISITOS. ONDE ESTÁ SUA CANDURA, SUA HONESTIDADE? – QUEM SERÁ QUE FOI O PREJUDICADO. AH, SE FOSSE POSSÍVEL SABER! – SERÁ QUE SE FOSSE OUTRO DO POVO ELE APROVARIA TAL CONDUTA?

  8. Sergio Silvestre
    terça-feira, 25 de julho de 2017 – 19:53 hs

    O Moro é Juiz de dia e tchutchuca a noite,tem duas caras ,tem dois tipod de justiça na cabeça,não é um juiz confiavel.
    Essa de livrar as duas ladras confessas,mulher do Cunha e do Cabral e de arrepiar ovo,como é que um suposto justiceiro brinca de fazer justiça com uns e outros repletos de provas ele diz que não vem ao caso.
    Voces um dia vão ver o tanto que se enganaram tento isso como herói.

  9. SOLANGE LOPES
    terça-feira, 25 de julho de 2017 – 22:17 hs

    O próximo a ir em cana é o bunda tatuada. O Moro vai descer o cacete nele baseado somente no sentido da presunção.

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