Fala sobre 'fingir que trabalham' não era para todos os médicos | Fábio Campana

Fala sobre ‘fingir que trabalham’
não era para todos os médicos

Ricardo Barros disse para profissionais não se sentirem ofendidos. Na semana passada, ele afirmou que o governo iria parar de fingir que paga, e os médicos ‘vão parar de fingir que trabalham’.

Do G1

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse em discurso nesta quinta-feira (20) que a fala dele na semana passada, quando afirmou que médicos do SUS fingem que trabalham, não era dirigida a todos os profissionais da área. Barros pediu para que os médicos não se sintam ofendidos e afirmou que já esclareceu para a categoria o teor da fala.

“Tivemos nos conselhos regionais e esclarecemos a nossa fala, tirada de contexto. Nós estávamos falando que pagávamos pouco e eles também não cumpriam a carga horária. O salário não era adequado. A todos os médicos do Brasil, não se sintam ofendidos, porque não foram a eles dirigidas as nossas palavras”, disse Barros.
“Minha fala foi generalizada. Me referi exclusivamente a esses profissionais da atenção básica que não cumprem o horário”, explicou.

Na semana passada, também em evento no Palácio do Planalto, o ministro defendia um aumento nos salários do SUS para estimular profissionais a trabalhar na saúde pública quando disse: “Vamos parar de fingir que pagamos médicos e os médicos vão parar de fingir que trabalham”.

Nesta quinta, ao se justificar, Barros disse ainda que ninguém mais que ele dialoga tanto com os médicos e nenhum outro ministro ouve tanto os pleitos da categoria.
“Sabemos que vamos avançar com a cooperação de todos. Ninguém mais do que eu faz tanto diálogo com a categoria médica. Nenhum outro ministro é tão sensível à categoria como eu. Faço questão de dialogar, para aprender quais são os problemas”, afirmou.

Verba para a saúde bucal

Barros participou, ao lado do presidente Michel Temer, de um anúncio de R$ 344,3 milhões em programas para a área de saúde bucal do SUS.
Uma das destinações do dinheiro vai ser o custeio de 2.229 equipes de Saúde Bucal e credenciamento de 34 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs). Também serão compradas 10 mil cadeiras para consultórios odontológicos.


7 comentários

  1. CAÇADOR DE VERMES PETISTAS
    quinta-feira, 20 de julho de 2017 – 14:32 hs

    Ora, o PT fingiu que 13 anos de governo estávamos vivendo em um pais de primeiro mundo e a herança que nos deixou foi a maior crise econômica já vista.

  2. Daniel Fernandes
    quinta-feira, 20 de julho de 2017 – 15:21 hs

    Era só para aqueles que usam molde do dedo em borracha com os colegas (com a digital, tudo certinho), para enganar o ponto biométrico.
    Claro que eles são uma minoria da classe médica, mas eles existem.
    Nesse caso nem ponto biométrico resolve.
    Outra coisa resolveria: que tal uma mudança de mentalidade?
    Deixarmos de ser este povo chulé que somos, de alto a baixo, tanto pobres quanto ricos…
    Ser chulé não é algo restrito a classe nenhuma. É a condição nacional.

  3. JÁ ERA...
    quinta-feira, 20 de julho de 2017 – 15:36 hs

    Sr. Ricardo Barros, uma vez pronunciado da forma que foi o se-
    nhor não tem como corrigir. Vou referir a você fazendo a mesma
    pergunta:- você trabalha de fato !? Daqui a cinco anos vou retratar.

  4. Sergio R.
    quinta-feira, 20 de julho de 2017 – 16:42 hs

    A fala foi generalizada. Melhor ficar quieto, pois já está no lugar errado. Abrindo a boca então, é um sério candidato a perder o assento.

  5. eleitor desmemoriado.
    quinta-feira, 20 de julho de 2017 – 17:13 hs

    Com certeza o ministro se referia aos seus empregados nas delegacias do MS nos estados, estes sim “fingem que trabalham”, convivi com um montão destes caras, o cara nem bem entrava e já estava de saída, ia para o outro emprego.

  6. quinta-feira, 20 de julho de 2017 – 17:16 hs

    Sr. Ricardo Barros , já no próprio nome “Barros, lama , sujeira, vendido” em troca de voto favorecendo o sr. Temer, deveria ter vergonha de falar que é um soldado aos caprichos do erro de seu nomeador nato, todas as esferas públicas pagam uma miséria para os funcionários da saúde de modo geral, começando pela municipal que o atual prefeito quer qualidade de atendimento mas dando em troca miséria de salários e ainda tirando do nosso bolso o pouco que se tem, tudo farinha bolorenta do mesmo saco.

  7. Jotinha
    quinta-feira, 20 de julho de 2017 – 22:34 hs

    Nem precisa corrigir, tá certo o Ministro nesse ponto pelo menos, com todo o respeito que tenho aos médicos, tenho muitos meus amigos inclusive.

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