Crise e violência são os maiores medos do curitibano, diz pesquisa | Fábio Campana

Crise e violência são os maiores medos do curitibano, diz pesquisa

do Bem Paraná

As crise econômica e a violência são as principais preocupações do curitibano. É o que mostra um levantamento do Instituto IRG Pesquisa, feito com exclusividade para o Bem Paraná. O receio com o bolso vazio, o medo das dívidas e os índices de criminalidade respondem por mais de 88% dos temas que tiram o sono do curitibano.

Para 33,82% dos entrevistados, o maior receio no momento é “ser vítima de algum tipo de violência ou assalto”. Mas os cinco motivos de preocupação que aparecem a seguir têm a ver com o momento econômico do país e somam 47,84% das respostas — “perder o emprego” (22,17%), “que o país não saia da crise” (11,33%), “não conseguir pagar as contas de casa” (5,62%), “ter que pagar mais impostos” (4,81%) e “não conseguir pagar as dívidas” (3,91%).

“Saúde” aparece como a sexta maior preocupação do curitibano, com 3,11% das respostas, mas em seguida vêm mais temas relacionados ao bolso: “ter que fechar meu negócio” (1,81%), “ter que tirar meu filho da escola particular” (1,3%), “não conseguir fazer compras no supermercado” (1,20%); “não conseguir pagar a faculdade ou pós-graduação” (1,1%) e “ter que abrir mão de confortos ou deixar consumir coisas que eu gosto” (0,9%). Aposentadoria também aparece como uma preocupação, com 0,2% das respostas.

Qual a maior preocupação do Curitibano atualmente

Ser vítima de algum tipo de violência ou assalto

33,82%

Perder meu emprego

22,17%

Que o país não saia da crise

11,33%

Não conseguir pagar as contas básicas da casa

5,62%

Ter que pagar mais impostos

4,81%

Não conseguir pagar minhas dívidas

3,91%

Saúde

3,11%

Não sabe

2,81%

Corrupção/Politica

2,11%

Ter que fechar o meu negócio

1,81%

Ter que tirar meu(s) filho(s) da escola particular ou trocar por outra mais barata

1,30%

Não conseguir fazer as compras no supermercado

1,20%

Não conseguir pagar a faculdade/pós-graduação

1,10%

Ter que abrir mão de certos confortos que conquistei e deixar de consumir coisas que gosto

0,90%

Educação

0,70%

Transporte Coletivo

0,60%

Administração do Greca/Prefeito

0,60%

Ideologia/medo de ir à luta/Povo burro

0,40%

Vias publicas/Ruas sem asfalto

0,40%

Não tenho nenhum receio

0,40%

Aposentadoria

0,20%

Greves

0,20%

Transito/Educação no transito

0,20%

Drogas

0,10%

Que o Lula seja preso

0,10%

Voltar a ser como era antes

0,10%

Saúde deixa de ser “grande tema”
Apontada como o “grande tema” da eleição do ano passado, quando foram escolhidos os novos prefeitos, a saúde aparece em segundo plano entre as preocupações do curitibano em 2017. Somente 3,11% responderam que seu principal receio no momento é nesta área. O transporte coletivo foi lembrado por 0,6% dos participantes da pesquisa e ruas sem asfalto por outros 0,4%. O trânsito, de forma geral, e a falta de educação no trânsito foram citados por 0,2%, e as drogas, por 0,1%.

Educação — Outro tópico muito explorado em campanhas, a “educação”, foi citado apenas por 0,7% dos entrevistados, mas o levantamento do IRG Pesquisa mostra que o setor é diretamente afetado pela crise econômica. Para 1,1% dos entrevistados, a grande apreensão é “não conseguir pagar a faculdade ou pós-graduação”; 1,38% admitiram que tiveram que abandonar cursos de idioma, escolas particulares ou faculdade.

Transporte
O transporte público é a maior preocupação para moradores das regionais Matriz, Portão e Santa Felicidade. Nestes locais, os índices de resposta chegaram a 79,08%, 83,34% e 90,71%, respectivamente. Já no geral, o transporte público ocupa uma posição bem inferior na lista total, com apenas 0,60% das respostas.


Um comentário

  1. JOHAN
    quinta-feira, 6 de julho de 2017 – 10:13 hs

    Caro FÁBIO, a questão de insegurança vivida pelos paraenses não é privilegio dos curitibanos. A sociedade paranaense não admite o descontrole dos órgãos de segurança, e descarta qualquer possibilidade da presença de milícias e de quadrilhas de traficantes. A nossa sociedade é mais equilibrada e não aceita em hipotese alguma a situação vivenciada pelos cariocas..Atenciosamente.

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