Confusão generalizada na Câmara de Londrina | Fábio Campana

Confusão generalizada na Câmara de Londrina

do Portal Bonde

Por 16 votos a três, a Câmara Municipal de Londrina abriu uma Comissão Processante (CP) para investigar o vereador Boca Aberta (PR), acusado de estelionato, na tarde desta quinta-feira (6). A votação, a pedido do parlamentar, foi feita por ordem alfabética. Apenas Guilherme Belinati (PP), Jairo Tamura (PR) e o próprio Boca Aberta votaram contra a criação da comissão. A discussão terminou por volta das 19h, com a definição dos membros da CP.

Após a votação que abriu a investigação, uma confusão generalizada tomou conta das galerias da Câmara.

Apoiadores de Boca Aberta foram tirar satisfações e agrediram a enfermeira Regina Amâncio, que protocolou a denúncia contra o vereador. Os apoiadores também acusaram a mulher de ter jogado spray de pimenta contra uma criança no plenário. Ela negou e seguranças precisaram escoltá-la. Um policial à paisana teria sacado uma arma no local.

Após a votação, Boca Aberta se manifestou a respeito da abertura da CP. Disse que se tratava de um “complô”, de um “golpe”. Veja no vídeo abaixo.

Boca Aberta é acusado de estelionato por pedir doação a seus eleitores, por meio de vídeo divulgado nas redes sociais, para pagar uma multa eleitoral. A sessão na Câmara começou pontualmente às 14 horas e, após interrupções, o parlamentar teve 20 minutos para se defender. Ele negou “qualquer prática criminosa”, disse que “crime é roubar o dinheiro do povo” e acrescentou que “é um cidadão do bem”.

Nas gravações publicadas nas redes sociais, Boca Aberta dizia que foi multado por defender o povo de Londrina. Apoiadores do vereador fizeram um “panelaço” nas galerias da Câmara durante a sessão. A presença de seguranças foi necessária.

Antes de tudo, a defesa de Boca Aberta tentou impedir que os vereadores Jamil Janene (PP), Júnior Santos Rosa (PSD), Rony Alves (PTB), Roberto Fu (PDT) e Vilson Bittencourt (PSB) participassem da sessão. O motivo seria a imparcialidade deles no julgamento, por terem processos contra o denunciado na justiça. O juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública de Londrina, Emil Tomás Gonçalves, porém, concluiu que, por se tratar de julgamento político, não cabia a suspeição solicitada pela defesa de Boca Aberta.


4 comentários

  1. Sergio Silvestre
    quinta-feira, 6 de julho de 2017 – 20:55 hs

    Essa Amancio é a Janaína Pascoal de segunda linha,não se sabe a mando de quem,uns dizem que seu financiador é o Hauly,ela tudo que é processo são no seu nome,eu não sei qual é o dessa sujeita,mas é preciso saber a mando de quem ela se presta a isso,quanto ao boca-aberta,não leu a cartilha dos bandoleiros,se ferrou,vão cassar o sujeito.

  2. Bete
    quinta-feira, 6 de julho de 2017 – 21:05 hs

    E no plenário da câmara de Curitiba, a capital, o prédio é antigo e segundo laudo só podem entrar 28 pessoas. Vergonha. Cerceamento à democracia.

  3. FanfarrãoDasAraucárias
    quinta-feira, 6 de julho de 2017 – 22:39 hs

    Esse cabra é um tremendo de um BOCA ABERTA mesmo!!!

    (Boca aberta, no RS significa idiota, tosco, leso, apedeuta, Jararaca…não, jararaca é o Lula, que de boca aberta nada tem!)

  4. Recruta Zero
    sexta-feira, 7 de julho de 2017 – 14:56 hs

    Creio ser a hora de submeter esse vereador a um sério exame de sanidade mental. Há dias a Câmara Municipal de Londrina vem se ocupando das diatribes do sujeito, e deixando se analisar o que realmente é de interesse da municipalidade. Submetam o dito cujo a um exame por psiquiatra e verão qual é o resultado.

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