Bosque com 100 árvores ou prédio com 50 andares? | Fábio Campana

Bosque com 100 árvores ou
prédio com 50 andares?

O Parque Honório fica em Ponta Grossa, tem cinco mil metros quadrados, mais de cem árvores nativas que fazem parte do bioma da Mata Atlântica. A área está causando polêmica na cidade.
A Construtora LCS projetou para o local o Vogue Square Garden, prédio de 50 andares. Tudo dentro da legalidade: o Iplan, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa, aprovou o projeto e o alvará. Agora a construtora precisa conseguir com a prefeitura licenças para a derrubada das árvores.
É aí que a porca torce o rabo. O Instituto Ambiental do Paraná incentiva que os municípios tenham autonomia e decidam sobre suas áreas verdes. A prefeitura de PG terá que decidir.
O Ministério Público já quis a derrubada da área em 2002 para construir nova sede no município, na época foi negado pelo IAP e três anos depois, o instituto, num protocolo, declarou que “a vegetação em questão foi declarada de preservação permanente por ato do poder público municipal”.

Luiz Eduardo Carvalho da Silveira, fundador da Construtora LCS, afirmou que já está com o alvará do Iplan para a construção em mãos e que este é um “assunto encerrado”.
“A cidade, com área urbana bastante carente de espaços naturais minimamente conservados, vai ser ainda mais prejudicada se a obra for iniciada”, defende Gilson Burigo, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

O proprietário do terreno diz que o dano da derrubada do bosque será compensado por investimentos decorrentes de pedidos de compensação ambiental feitos pelo Iplan. Clóvis Borges, diretor da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), no entanto, lembra que o valor de áreas naturais urbanas para o fornecimento de mais qualidade de vida à população deveria ser mais valorizado.

A situação foi encaminhada via Observatório de Justiça e Conservação ao Ministério Público do Paraná, que solicitou que o promotor do Meio Ambiente de Ponta Grossa, Dr. Honorino Tremea analise o caso.


3 comentários

  1. JOHAN
    quarta-feira, 19 de julho de 2017 – 16:06 hs

    Caro FÁBIO, essa área do Parque Honório, possui uma vegetação secundária que expressa as espécies da flora da mata nativa da MATA ATLÂNTICA, não possuindo nenhuma em extinção e a grande parcela das espécies existentes possuem duração de vida que gira em torno de 60 anos, o que ocorre com a maioria, portanto estando em fase de senilidade ou final de ciclo. Como parque não possui nenhum interesse, pois o pontagrossense não conhece a área. Não é área que pertença ao denominado de vegetação de Preservação Permanente, pois o ambiente é seco. Para o futuro dos pontagrossenses seria importante defender uma unidade mais ampla, administrada pela iniciativa privada como unidade do Parque de Olarias, que terá um futuro bem mais brilhante e auspicioso ambientalmente. Atenciosamente. . . .

  2. Marcelo
    quinta-feira, 20 de julho de 2017 – 16:58 hs

    Parque? É UM TERRENO PARTICULAR QUE SÓ JUNTA MARGINAL…Mata Atlantica? Ponta Grossa saiu dos Campos Gerais?

  3. Sérgio
    quinta-feira, 3 de agosto de 2017 – 0:02 hs

    Não tenho duvidas que o empresario vai compensar muito com o plantio de diversas arvores em outros locais, realmente aquele terreno só estava servindo pra juntar lixo e para encontro de drogados, engraçado que muitos agora estao se preocupando com o local mas duvido que alguem vai no Parque Marguerita ver a real situação que se encontra o local e duvido que alguem foi reclamar na prefeitura a derrubada da mata que tinha atras do Mufato? Muito mi mi mi, deixem a cidade crescer….

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