A força do agronegócio | Fábio Campana

A força do agronegócio

Artigo de Marcello Richa

Quando era mais novo lembro-me de ouvir meu avô José Richa dizer que ignorar a agropecuária é desconhecer o Paraná. Na época entendia seu apreço pelo setor, uma vez que ele cresceu na área rural de Joaquim Távora, mas só fui realmente tomar dimensão da relevância e veracidade daquela frase conforme fiquei mais velho e tive a oportunidade de conhecer o estado em sua plenitude.

Os números em relação à importância do agronegócio para o Paraná ressaltam ainda mais a afirmação de meu avô. Atualmente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado são relativos à agropecuária, com um impacto relevante para a economia brasileira. Apenas para citar dois exemplos rápidos, somos o segundo maior produtor de grãos do Brasil, com 20,5% da produção nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o principal produtor e exportador de frango do país, com 31% do total.

Desde 2010 tenho percorrido os municípios do Paraná e testemunhado em cada região a força do setor para a geração de emprego e desenvolvimento da economia. A vocação do estado para a agropecuária é inegável e apresentou recorde de produção no campo neste ano, com um aumento de 26,1% em relação a 2016, e aproximadamente 75% de todas as exportações corresponderam a produtos do agronegócio.

Esse fortalecimento do setor é resultado da criatividade, conhecimento, organização e capacidade de quem atua no agronegócio, bem como de uma forte parceria com o Governo do Estado, que promove investimentos constantes para aprimorar a estrutura e condições para o produtor rural.

Um dos principais focos são os investimentos para melhorar o escoamento da produção, com a recuperação de trechos importantes de rodovias estaduais e modernização do Porto de Paranaguá, que a cada ano bate recordes de movimentação. Foram criados programas como o Mais Renda no Campo e Compra Direta Paraná, que oferecem suporte para pequenos e médios produtores, e realizado um amplo apoio ao consolidado sistema cooperativista do Paraná, responsável por 56% PIB agropecuário.

Os avanços do setor foram reconhecidos nacionalmente durante o lançamento do Plano Safra 2017, no início do mês, que irá destinar cerca de 18% dos recursos de créditos para o Paraná. Isso abrirá novas oportunidades para produção, custeio e investimentos em diferentes setores da agropecuária, desde armazenamento até inovações tecnológicas.

Já se passaram anos desde a primeira vez que ouvi a frase do meu avô, mas ela continua extremamente atual. Trabalhar pelo desenvolvimento do agronegócio e melhoria das condições para o produtor rural representa mais do que apenas fortalecer a economia do estado, é reconhecer a própria essência da força e potencial do Paraná.

Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR)


5 comentários

  1. Sergio Silvestre
    quarta-feira, 19 de julho de 2017 – 18:55 hs

    O vo dele gostava mesmo é de um carteado,não sabia nem o que era espiga de milho.

  2. agricultor
    quarta-feira, 19 de julho de 2017 – 20:00 hs

    Muito bláblábá em torno de um ícone inconteste da economia nacional.Seu pai não passa de um político populista relapso quanto às invasões promovidas pelo MST em terras produtivas.Possui implicantes processos judiciais. Não deverá ser eleito a qualquer cargo público.O Paranaense deve rever em quem votará.

  3. Duílio
    quarta-feira, 19 de julho de 2017 – 20:02 hs

    Quanta bosta.

  4. Daniel Fernandes
    quarta-feira, 19 de julho de 2017 – 21:00 hs

    Decidi voltar a comentar.
    Eu precisava que o Marcello Richa me dissesse tudo isto sobre a agricultura paranaense.
    Eu não sabia de nada do que ele disse.
    (estou sendo irônico).
    P.S.: eita famiinha competente, sô! Todo mundo ocupa artos cargos!

  5. sergio
    quinta-feira, 20 de julho de 2017 – 6:46 hs

    Mas ele esta certo.

    A única novidade é ele
    só valorizar isto agora.

    Sabemos há muito tempo,
    como sabemos o valor que
    rende ao governo federal em
    impostos e divisas, e também
    sabemos o merreca que volta
    para o Paraná.

    Os estados precisam de mais
    autonomia e ficar com a maior
    parte do resultado do que produz.

    Cada estada tem a sua vocação
    econômica

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*