A dieta do Joesley | Fábio Campana

A dieta do Joesley

Ruy Castro escreveu em sua coluna na Folha de São Paulo sobre parte do diálogo entre Michel Temer e Joesley Batista naquela mesma gravação de 7 de março. Ninguém deu muita importância para a conversa, talvez porque ela só interesse aos cronistas de outros assuntos.
Confira.

O diálogo se passa logo na chegada de Joesley ao Jaburu. Temer o recebe, mede com os olhos a circunferência abdominal do amigo, compara-a com a última vez que o viu e o cumprimenta: “Mas você está bem de corpo, não é, Joesley?”. “Tô bem, emagreci”, responde Joesley. “Você emagreceu”, reconhece Temer, com uma ponta de inveja. “Emagreci”, confirma Joesley. “Preciso fazer isso”, admite, tibiamente, Temer. “Eu tô me alimentando bem. Não é comendo pouco, não. Tô comendo bastante. Mas, coisa mais saudável”, explica Joesley. “Entendi”, informa Temer, resignado. E Joesley, eufórico: “Menos, menos doce. Menos industrializado”.

Bem, aí está o segredo da dieta de Joesley. Ele parou com os doces e os industrializados. Significa que, de repente e por ordens médicas, Joesley cortou de sua mesa os achocolatados, milk-shakes, requeijões, cream-cheeses, manteigas, ricotas, iogurtes, coalhadas, pudins, cremes de leite, chantilis, todos os queijos tipo qualquer coisa e, na verdade, qualquer produto com essas características, light ou não, desnatado ou não, que venha nos sabores chocolate, morango e banana e responsável por uma súbita geração de brasileiros obesos.

Donde todos os produtos da Vigor, Itambé, Itambezinho, Danúbio, Doriana, Leco, Precioso, Goody, Grego e Fit evaporaram-se da sua geladeira.

Por acaso, todas, marcas de sua propriedade. Ele sabe o que lhe convém.


Um comentário

  1. eleitor desmemoriado
    sexta-feira, 7 de julho de 2017 – 18:26 hs

    Merda é que o cara não come, ele quer que nós a comamos.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*