Um furto ou roubo a cada dois minutos no Paraná | Fábio Campana

Um furto ou roubo a cada dois minutos no Paraná

De acordo com o relatório estatístico anual da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, em 2016 o número de furtos e roubos bateu recorde no estado, com 271 mil registros – uma média de 741 ocorrências por dia ou ainda um caso a cada dois minutos. É o maior índice desde 2007.
Entre os fatores capazes de explicar a alta nos índices de criminalidade no Paraná, um deles é a crise econômica que o país atravessa. Essa relação é estudada há mais de 40 anos pela criminologia, ciência que estuda o crime como realidade social e humana.
A advogada Adriana Cristina Garrido publicou um estudo sobre o assunto, “quando emergem as crises econômicas, mais se instiga a criminalidade”, assinalando ainda que, nessas situações, o crime adota um caráter patológico-social. “Dos fatores que influenciam na criminalidade, o mais importante, o predominante, é o econômico”.
De acordo com Matheus Laiola, delegado-titular da Delegacia de Furtos e Roubos, que investiga crimes em que não há identificação do suspeito, a delegacia prende em média uma pessoa por dia.


4 comentários

  1. Dionleno Silva
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 10:37 hs

    Desde 1º de janeiro de 2003 o Brasil vem sendo roubado diariamente pela corja vermelha, então não surpreende a falta de segurança.

  2. Sergio Silvestre
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 12:48 hs

    Só falta a trilha sonora do Enio Morricone e isso aqui virar um bang-bang,

  3. Daniel Fernandes
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 12:49 hs

    Dionleno Silva: pela corja vermelha e por todas as outras cores de corjas.
    Não que eu defenda nenhuma delas.
    Passei aqui apenas para te lembrar deste detalhe.

  4. Daniel Fernandes
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 13:06 hs

    A Dra. Adriana Cristina Garrido tocou em um ponto importante, que deve ser dito a todas as ‘pessoas de bem’ (aquelas que cometem barbáries em nome da ‘justiça’).
    Eles esquecem que tem gente em situação de desespero.
    Eles esquecem o fato de vivermos em uma sociedade em que caso você não consuma, não siga a moda, não tenha a última inutilidade, você não é nada.
    A sociedade toda aponta o dedo e diz (como se fosse um crime): “Você é pobre, não pode comprar as mesmas coisas que eu compro. você é um fracassado, você é um parasita que não trabalha e vive de forma luxuosa (!!!!!!) do Bolsa-Família”.
    Essa historia dos “parasitas que não trabalham e mamam no Bolsa-Família” faz-me lembrar um episódio bem conhecido durante o governo Ronald Reagan (dos Estados Unidos).
    Ele criou o mito das ‘welfare queens’, para tentar acabar com a assistência social para mães pobres (geralmente negras, e morando em guetos).
    Inventou que havia muitas delas que recebiam dinheiro, mas andavam de Cadillac.
    Muito parecido.
    Nos comentários, vejo, volta e meia, gente ligando os problemas pelos quais uma pessoa passa como sendo culpa dela (exemplo: o que algumas pessoas falaram aqui sobre o professor de Engenharia Química do Rio de Janeiro).
    Vejo também nos comentários ligando tudo que há de ruim a pessoas que vivem em uma determinada localização geográfica, simplesmente pelo fato de serem pobres.
    A estes eu pergunto: em uma economia em crise, esta ideologia de vocês não leva a um aumento ainda maior dos crimes?

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