Tudo ou nada | Fábio Campana

Tudo ou nada

do Painel, Folha de S. Paulo

O Planalto vai apostar em diversas frentes para tentar desqualificar as denúncias de Rodrigo Janot contra Michel Temer. A defesa do presidente vai questionar a interpretação da PGR sobre trechos da conversa entre ele e Joesley Batista, para sustentar que, sem fatos, o procurador-geral se apoiou em ilações. Em outra ofensiva, vai levantar dúvidas sobre a perícia da PF que descartou edição no áudio. Ricardo Molina, que fez laudo para o peemedebista, será escalado para falar do assunto.

Aliados de Temer também vão confrontar o grampo de Joesley Batista com entrevista que o empresário concedeu à “Época”. À publicação, disse que o presidente não tinha cerimônia para pedir dinheiro. Mesmo assim, sustentam, não falou abertamente de valores quando esteve no Jaburu.


Um comentário

  1. Doutor Prolegômeno
    terça-feira, 27 de junho de 2017 – 12:18 hs

    É o Brasil do vale tudo. No passado, houve quarteladas, novembradas, golpes e contragolpes. Houve as intervenções mais duradouras, em 1930 e 1964, ambas descambaram para ditaduras, sendo que a primeira não aceitou o resultado uma eleição supostamente fraudulenta e a segunda derrubou um presidente fraco e fujão. A pregação da UDN contra o sistema eleitoral, a partir de 1946, dizia que os presidentes eram eleitos por minorias, pouco superiores a um terço dos eleitores. Em 88 a CF criou o segundo turno que acabou com a história. Agora temos os impeachments, as parquetadas e logo as supremadas, como novos remédios para os males das pátria. Esta república nasceu bananeira e morrerá bananeira.

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